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domingo, 7 de maio de 2017

“Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”. (Jeremias 31:19).


          

          Não é raro ouvirmos testemunhos de pessoas que viveram no lamaçal do pecado e após se converterem ou se convencerem de que a vida da qual estavam inseridas lhes causavam danos, mudaram. Graças a Deus por isto. Mas, o que causa certa estranheza é ouvir algumas dessas pessoas dizerem: "eu não tenho vergonha do meu passado". E, por isso percorrem “terras, rios e mares”, falando do seu passado, expondo seus atos pecaminosos como se os fatos de sua vida sem Deus pudessem ser alvo estratégico para atrair pecadores ao arrependimento; quando na verdade, o que atrai pecadores ao arrependimento é a cruz de Cristo. Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. (João 12:32).
          A morte de Cristo, o seu sangue derramado, o poder do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, são elementos indispensáveis para tocar o coração aqueles que são sensíveis a voz de Deus que os pode tirar do império das trevas e transporta-los para o reino do Filho do seu amor.
    Certa ocasião, fui convidada para um evento no qual o principal destaque era o testemunho de uma linda moça que percorria o mundo, desfilando nas passarelas da moda. Nesse evento, ela ia falar de sua conversão e, portanto, na data específica, os portões do ginásio foram abertos; as cadeiras e os acentos de concreto se transformaram num grande auditório, repletos de pessoas desejosas de ouvir mais um testemunho de alguém que Deus havia tirado do império das trevas e transportado para o reino do Filho do seu amor. 
      Como de praxe, o evento começou com cânticos leitura da palavra, oração etc., e finalmente, entre aplausos e assovios, à ex Top Model foi entregue o microfone. Enquanto ela falava, era exposto num telão fotos dos famosos desfiles de moda que fizera nas grandes metrópoles internacionais. Também fazia parte da exposição, fotos da sua nudez. E, à medida que elas eram exibidas no Datashow, gritos e assovios impediam que sua voz fosse ouvida. Bem perto de onde eu estava, um homem gritava: “hei, gostosa, se prepara que vou te pegar! ”; ele dizia, também, outros gracejos os quais não são lícitos repeti-los.
      Supostamente, estávamos reunidos naquele lugar, com o objetivo de glorificar o Nome do Senhor Jesus, e segundo os organizadores, a meta era ganhar almas para Cristo. Mas, infelizmente, do jeito que estava sendo conduzido os atos daquele culto, não parecia ser a forma ideal para colher frutos dignos de arrependimento.
       No segundo dia, tive oportunidade de estar com a pregadora e seu marido que estava agendado para dar o seu testemunho, ele também havia pertencido ao mundo da fama. Leve-os ao hotel e preocupada com o que presenciei no primeiro dia do seu testemunho, com muito amor, expondo as Escrituras, lhe falei da importância de deixar que o Espírito Santo fosse condutor do seu testemunho e não a sua fama ou a beleza das suas curvas exibidas nas fotos. Soberba e arrogantemente ela disse que estava debaixo da cobertura dos seus pastores que oravam por ela e que a pastora, sua discipuladora a aconselhara a usar suas fotos como forma de atrair os mais jovens para Jesus. Ela, então, afirmou: “Não tenho vergonha do meu passado”.
       O que mais poderíamos fazer por aquela linda e querida irmã que, em tão pouco tempo de vida cristã, achava-se apta para pregar? Ao invés de estar em uma sala de discipulado de sua congregação aprendendo, à luz da Palavra, os ensinos de Jesus, e, como seus apóstolos, que tiverem três anos de ensino intensivo aos pés do Mestre, ela deveria estar aprendendo a forma mais eficaz de atrair pecadores para Jesus. Porém, segundo afirmou, sob orientação de seus líderes, ela estava à frente de multidões levando o “seu” evangelho, do “seu” jeito, e como diz a Bíblia, “publicando seus pecados sem se disfarçar”, afirmando: Não tenho vergonha do meu passado.
      Mas, quando leio o meu precioso livro, a Bíblia Sagrada encontro o profeta Jeremias lamentando o seu passado de pecados, com as seguintes expressões: “Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”. (Jeremias 31:19).
      O profeta Isaias teve uma visão da glória de Deus na qual ele viu a grandeza da sua majestade e da sua santidade; Isaias viu a magnificência do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele viu o Cristo glorificado. (Confira em João 12:41).
Naquela visão, Isaias pode também observar o respeito temente dos querubins diante da presença do nosso Senhor. Os anjos, com suas asas cobriam seus rostos e seus pés em sinal de reverência ao santo Deus o qual serviam. Diante de extraordinário   espetáculo glorioso, o profeta, olhando para si mesmo e para o seu povo, viu a sua insignificância e a primeira reação dele foi dizer: “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos”.
      Isaias recebeu o socorro do seu clamor. Seu coração temente a Deus, foi purificado; e sua vida, transformada. Ele diz: “Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado”. (Isaias 6:5-7). Quando ele foi purificado do seu pecado, ele pode ouvir a voz do Senhor perguntando: “ A quem enviarei, e quem há de ir por nós? ”  E, o profeta, responde: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.
         Lendo o sexto capítulo do livro de Isaias, descobrimos que o Senhor o enviou com a missão de pregar a um povo que não lhe daria ouvidos, não daria atenção a sua pregação; o povo ia ouvir, mas não ia entender; ia ver, mas não ia perceber o que estava acontecendo. Seus corações iam estar cheios das palavras de Isaias; e eles até poderiam plaudir a sua mensagem, mas, nada ia mudar em suas vidas. Eles estavam pesados de iniquidade. Eles viviam num contexto social em que tudo era normal. E, se alguém observasse atitudes, comportamentos fora das diretrizes dos mandamentos os quais regiam aquela nação, e que, portanto, deveriam ser obedecidos, vozes se levantavam para dizer: nada a ver! Estamos em outros tempos! As coisas mudaram! A nação de Israel absorvia as práticas e o modo de vida dos povos das nações que lhes cercavam e que, obviamente, desprezavam o seu Deus. Os deuses deles, o costume deles, a moda deles, o linguajar deles, enfim, a cultura desses povos era referência para o povo de Deus. Os filhos e filhas de Israel não tinham necessidade e muito menos vontade de fazerem mudança em suas vidas. A rebeldia daquele povo contra a palavra de Deus era tão obstinada, tão contumaz, que lhe toldava o entendimento para perceber o quanto seu estado de degradação moral e espiritual o afastava da santidade de Deus. 
         Isaias viu, a situação drástica na qual vivia, e pasmo, exclamou: “Ai de mim! Pois estou perdido”.  Isaias foi enviado com a responsabilidade de pregar a um povo que ia ignorar a sua mensagem.
       Nenhum pregador, nenhum evangelista tem prazer de levar uma mensagem a quem não tem interesse de ouvir. Ficamos felizes quando pregamos e vemos pessoas se arrependendo, entregando suas vidas a Cristo; e louvamos a Deus quando suas vidas são visivelmente transformadas. Algumas vezes, tive o privilégio de falar da importância de vivermos em santidade e, como filhos de Deus, sermos referências para os que andam sem a luz de Cristo. E, como é bom quando as pessoas vêm ao nosso encontro dizendo: Jesus mudou a minha vida.
       Mas, isso não ia acontecer com aqueles a quem Isaias ia pregar. Por que? Porque seus corações estavam cauterizados e não havia sensibilidade para aceitar a correção de Deus.
       Jesus encontrou situação parecida em sua geração. O escritor, Apóstolo João, escrevendo sobre a trajetória de Jesus, falando do seu ministério em Israel, diz: “E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?    Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: “Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure”.(João 12:27-30).
       Isaias teve o desejo de saber por quanto tempo ele ia estar pregando a um povo que deveria ignorar a sua mensagem. “Então disse eu: Até quando Senhor? E respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada. E o Senhor afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo”. A medida que o profeta percorria as cidades de Israel levando a mensagem do Senhor, ele pode observar o descaso do povo quanto a ética, a moral, a honra.  "Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva (Isaias 1:23). 
           Isaias, disse: “O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos. (Isaías 3:9).  
         Quando somos confrontados com o nosso pecado, ele é sempre uma vergonha para nós. Tudo o que fazemos fora do padrão de Deus, a quem amamos e servimos, faz muito mal a nossa alma. Por isso o profeta exclama: “Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos”.  
        O profeta Jeremias, no capítulo vinte e cinco do seu livro, também, expõe o estado espiritual dos reinos de Israel e Judá.  Deitemo-nos em nossa vergonha; e cubra-nos a nossa confusão, porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do Senhor nosso Deus. (Jeremias 3:25);  Esdras, envergonhado pelo seu pecado e do seu povo, nem ousava levantar a sua face para orar e, somente, dizia: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. (Esdras 9:6)
        O mal de muitos líderes é o de transformar convertidos famosos em astros e estrelas de púlpitos, ao invés de leva-los ao ensino da Palavra até que seja forjado neles, o caráter de Cristo.
       Uma genuína conversão, nos leva ao arrependimento; e o arrependimento nos leva a ter vergonha do nosso passado. O profeta Ezequiel faz saber a nação de Israel que o pecado dela era tão vergonhoso que até as filhas dos filisteus se envergonhavam do caminho depravado dela; mas, Israel não se envergonhava. Isaias diz que, diante da majestade de Deus, até a sua criação se envergonhará dele. ” E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente”. (Isaías 24:23). Imagine, nós pecadores, se, convertidos e arrependidos, não nos envergonharíamos do nosso passado pecaminoso diante da santidade de Deus? Como pode alguém dizer que não se envergonha do seu passado, se o seu passado foi abominável aos olhos de Deus!       
          Temos motivo para nos envergonhar do nosso pecado, pois, o pecado fere a santidade de Deus; o pecado é abominável aos olhos de Deus; Por isto, Ele diz aos seus filhos, lavados e purificados no sangue do Cordeiro: "Santo sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2b). E, o Apóstolo Pedro nos aconselha: Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. (1 Pedro 1:15). Eu tenho vergonha de muita coisa que contaminou a minha alma; E, lamentavelmente, foi a vergonha do meu pecado que levou o Filho de Deus à vergonha da cruz. Mas, é a cruz que me faz olhar para Cristo e ter a certeza de que o meu pecado foi perdoado e quando saio para pregar as boas novas de salvação, minha fonte de inspiração é a cruz de Cristo e, por mais atraente que se seja o meu passado pecaminoso, ele não será o foco da minha pregação. Somente a vergonha da cruz de Cristo me dá a dupla honra de dizer e cantar o hino de George Bernnard: .
“Rude cruz se erigiu! / Dela o dia fugiu, /Em sinal de vergonha e de dor! / Mas eu amo essa cruz, sobre a qual meu Jesus / Deu a vida por mim, pecador.
Sim eu amo a mensagem da cruz, / até morrer eu a vou proclamar. Levarei, eu também minha cruz, / até por uma coroa trocar.
Eu aqui, com Jesus, a vergonha da cruz /Quero sempre levar e sofrer ;/Ele vem me buscar, e com Ele, no lar, /Uma parte na glória hei de ter”.
        Por esta razão, a minha alegria é falar do grande amor de Deus; é falar da importância do arrependimento; é como o salmista, em gratidão ao que me salvou, dizer todos os dias: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia. Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”.  (Salmos 103:1-5,10-14).
          Aos que foram sensíveis à pregação do profeta Isaias,e se arrependeram do seu mal caminho, receberam a promessa de Deus. “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. (Isaías 61:7).
          O Apostolo Paulo dizia aos coríntios que ele não se envergonhava da autoridade que Cristo lhe havia dado para a edificação deles, não se envergonhava do evangelho de Jesus Cristo. Escrevendo a sua segunda carta a Timóteo, diz que não se envergonha de padecer pela causa de Cristo, por amor a Cristo. Também Paulo não se envergonhava de expor a Palavra na sua essência e diz a Timóteo: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2:15). Paulo tinha vergonha do pecado de omissão e dizia: Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa. (1 Coríntios 15:34).  Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. (Filipenses 1:20).
        O que não lhe envergonha? Seus pecados? E a cruz de Cristo? Tem vergonha de falar de Jesus a um colega de escola, faculdade, de trabalho? E não tem vergonha de fazer e agir como eles, mesmo que suas ações possam estar ofendendo a santidade de Deus?
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Parceria com os Infiéis sempre resultou em Tragédia

         Nesta reflexão vamos abordar um assunto não tanto agradável.  Gostamos de falar ou pensar em coisas que nos faz bem, nos transmite alegria, que nos faz esquecer as tribulações, o mal de cada dia.  Por isso que Jesus nos aconselha a não nos preocuparmos com nada. “Decerto o vosso Pai Celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. ( Mateus 6:34)
      Na carta aos filipenses, o Apóstolo Paulo aconselha: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). Então, o nosso pensamento deve ser em agradecimento ao Senhor que cuida de nós, que nos protege, nos sustenta, nos anima, nos fortalece, nos guia, nos conforta, nos consola. Enfim, sua presença em nós, nos dá todas as condições de seguir seus passos, olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé; lembrando sempre que somente através da nossa fé, em Jesus, é que podemos vencer o mundo.
      Mas, também, mesmo tendo alguém que nos cerca e cuida de nós, Jesus falou que neste mundo teríamos dias difíceis para enfrentar. Porém, nos deu a segurança de que Ele estaria conosco nos momentos adversos da nossa vida. Porque a nossa caminhada neste mundo não nos torna blindados de tragédia.
       Mas, o que é tragédia? Segundo os estudiosos, tragédia é uma palavra que tem sua origem na inspiração poética e tradição religiosa da Grécia Antiga, embora, dizem, não ter convicção nesta afirmativa. Porém, à literatura grega é atribuída a origem dessa palavra. Os festivais em honra aos deuses gregos eram acompanhados de grandes obras literárias, denominadas: tragédia  e no desfecho da composição literária, seus personagens principais, na maioria, encarnavam um final trágico. Os poetas gregos tinham o dever de entreter sua plateia, certificando que o teor de seus versos, citados ou cantados, resultasse em narrativas de terror, sofrimento, e até morte.  E isto era uma tragédia. A tragédia como obra poética literária não sobreviveu ao gosto das novas gerações de Atenas. Mas a força da palavra em seu sentido, permanece. Coloquialmente, quando se quer enfatizar situações de grande sofrimento e dor ao ser humano, diz-se que aconteceu uma tragédia grega.
      Uma tragédia pode atingir pessoas, individualmente, uma comunidade ou uma nação inteira.  Traduzindo de forma que possamos entender melhor, poderíamos dizer que, tragédia é o tributo pago por uma opção, uma má escolha, quer seja de ordem moral, espiritual, material etc.
       As tragédias podem suceder por desastres naturais devido a fenômenos geológicos, fenômenos climáticos, decorrentes de variações da natureza com furacões, terremotos tempestades, como ocorreu em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, no Chile, no Extremo Oriente da Rússia, no Oeste do Panamá etc.;  maremotos provocando tsunami como na Indonésia, em 2004, em que milhares de pessoas perderam suas vidas; outra tragédia de grande magnitude foi o maremoto que aconteceu em 2011, no Japão, provocando um tsunami que atingiu a usina nuclear de Fukushima,  causando vazamento de radiação, poluindo a atmosfera e a água do local. Esse acontecimento catastrófico, destruiu várias cidades na costa do Japão e resultou na morte de dezesseis mil pessoas e, por conta dessa tragédia, milhares de sobreviventes tiveram que ser transferidos para outras cidades. 
       Mas, tragédias podem, não somente ser resultado de manifestações da natureza, como também podem ser provocadas pela ação do homem. Podemos citar os ataques atômicos Norte Americanos contra o império do Japão, bombardeando as cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante os últimos meses de combates da segunda guerra mundial em agosto de 1945. As consequências daqueles atos tenebrosos sobre Hiroshima e Nagasaki, foram desastrosos. Milhares de pessoas morreram por queimaduras, envenenamento radioativo, e outras lesões. Mas, o poder aniquilador das bombas foi além do espaço habitacional daquelas cidades, afetando, também, a estrutura genética dos sobreviventes e seus descendentes.  Dos efeitos radiativos pela bomba de urânio a qual os americanos intitularam de “Little Boy”, lançada em Hiroshima e do plutônio da “Fat Boy”, lançada em Nagasaki, nasceram aos atingidos, descendentes mutilados, lesionados pelo efeito de radiação das bombas. Até hoje, 70 anos depois, crianças nascem com problemas genéticos, afirmam os historiadores.
         Também, como consequência de tragédia causada pela ação do homem, em 2001, mais de três mil pessoas  perderam suas vidas, em consequência dos ataques terroristas, nas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Yorque.
        E, difícil também é esquecer a tragédia causada por falha humana no comando da aeronave que conduzia o time chapecoense rumo a Colômbia para a disputa da Copa Sul-Americana de Futebol em novembro de 2016. A irresponsabilidade profissional daquele piloto em suas tomadas de decisões, segundo a imprensa, causou o acidente com a queda do avião, ceifando a sua própria vida e a de dezenas de jovens atletas do futebol, dirigentes, repórteres entre outros, causando tristeza, lagrimas e luto, não apenas ao povo de Chapecó, aos catarinenses, ao Brasil, mas, a comoção atingiu o mundo inteiro.
        A Bíblia registra tragédias que aconteceram com o povo de Israel por conta de parceria com infiéis.Mas, infiéis não são apenas aqueles que estão fora do contexto de filhos de Deus. O povo de Israel, nação escolhida, amada e protegida por Deus, se torna infiel em suas ações contra os preceitos de Deus. E, a Bíblia tem muitos textos que esclarecem como Deus vê o infiel, mas, vamos considerar alguns. O infiel é um traidor: “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam”. (Mateus 2:50) “virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis”. (Lucas 12:46)   “Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar”. (Salmo 41:9).
O infiel é um hipócrita: “E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim;” (Marcos 7:6) “Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?” (Mateus 22:18).
 O infiel é um rebelde: Isaias fala da infidelidade do povo e dos profetas de Israel. “Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda por caminho, que não é bom, após os seus pensamentos; ” (Isaias 65:2). “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas”. (Jeremias 2:13).
         Aos infiéis,  resulta-lhes a recompensa da tragédia. “E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote.  Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos”. (Juízes 3:7,8).  Oito anos de sofrimento nas mãos do inimigo por falta de fidelidade a Deus.
        Sansão, juiz de Israel, teve um fim trágico por suas más escolhas. Fez parceria com infiéis, casou-se com uma mulher de nação inimiga, a qual, durante a sua ausência, ele a perde para o seu amigo, porque seu sogro achou que ele não mais voltaria para casa, após seu primeiro desentendimento conjugal; enfurecido,com o sogro;  ele incendeia a plantação de trigo e oliva dos filisteus. Em contrapartida, por vingança, seus inimigos incendeia a casa do seu sogro e mata sua esposa com toda a família. Como “um abismo chama outro abismo”, Sansão se apaixona por Dalila, uma prostituta da terra dos filisteus. Seus inimigos, sem que ele soubesse, oferece dinheiro a Dalila para que ela descobrisse o segredo da força de Sansão. Então, por insistência dela para que lhe revelasse o segredo da sua força, apaixonado, ele abre o seu coração e revela todo o seu segredo. Fala do seu nascimento, seu voto de consagração ao Senhor e o que poderia tirar sua força e faze-lo como qualquer homem. Sabendo que seu segredo fora revelado, Dalila chama seus inimigos e o entrega a eles, completamente vencido. Ela o trai, enquanto lhe faz juras de amor. Ao perder sua força de guerreiro invencível, seus olhos são arrancados e, cego,     Sansão se tornou escárnio para os filisteus e seus últimos dias foram destinados à trabalha e entreter seus inimigos. Em honra ao deus Dagon, os filisteus deram uma festa e Sansão é chamado e apresentado como troféu de suas conquistas. Eles zombam e riem dele.    
Que triste fim, que tragédia para um homem que Deus havia escolhido desde o ventre de sua mãe e separado para servi-lo!
     Deus fez um pacto com Israel. Porém, vários reis de Israel como: Acabe, Jeroboão, Acaz, Manassés, Amon e muitos outros reis, entristeceram o coração de Deus e fizeram a nação pecar e se afastar de Deus. E o testemunho descrito na biografia desses homens é: “E fez o que era mau aos olhos do Senhor; e andou nos caminhos de seu pai, e no seu pecado com que seu pai fizera pecar a Israel”.“Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa do Senhor, que ele tinha santificado em Jerusalém. E o Senhor Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do Senhor tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve. (2 Crônicas 36:14,16). E por isto, foram levados ao cativeiro. Que Tragédia para o povo de Israel!
       Assim tem acontecido com jovens, homens e mulheres do povo de Deus, em nossos dias. Muitos de nós, povo de Deus, por ignorância, imaturidade, ou rebeldia, temos feito parceria com infiéis, casando-se com eles. E por isto, dificilmente uma pessoa que serve a Deus e, por desobediência se casa com um cônjuge que não o serve, vai testemunhar que seu lar é “um pedacinho do céu”. Por que? Porque a luz não pode ter comunhão com as trevas. Treva não suporta luz!
      Você chega do culto transbordando do Espirito Santo e vai compartilhar com seu marido ou sua esposa as maravilhas do amor de Deus, eles ignoram, desprezam, rejeitam! Sabe por que? Porque trevas não entendem nada da luz!  
        Enfim, jovem, se você ama a Deus, se quer servir a Jesus, se quer evitar sofrimentos futuros, se quer paz em seu lar, se quer ser exemplo para os filhos que virão, se quer evitar muitas lágrimas, se deseja que seu lar seja “Lar, doce Lar”, não faça parceria com as trevas. Não se una a um infiel, mesmo sendo ele ou ela membro de sua igreja.   Você sabe do que estou falando, não sabe?
        Se alguém não tem temor ao Deus que o criou e nem interesse em conhece-lo e segui-lo; se alguém ignora o amor do Deus que deu a sua vida para resgatá-lo da condenação eterna; se alguém ama o mundo ao ponto de ignorar quem fez o mundo, fuja dele ou dela.  Por que? Porque parceria com infiéis sempre resultou em tragédia. Você não quer isso para sua vida. Quer?
      Mas, se você se encontra em situação de tragédia por suas más escolhas e o sofrimento tem abatido a sua alma, lembre-se que você não está só. O Bom Pastor caminha com você. O salmista nos anima com a certeza de que “Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum porque ele está comigo”. O povo de Israel quebrou a sua aliança com Deus e sofreu as consequências dos seus pecados, mas, Deus não os abandonou totalmente. Em suas promessas Deus diz que vai salvar Israel e mudar a sua sorte. E o fez mandando Jesus para restaurar não somente a sorte de Israel, mas, também a nossa sorte. “ O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.” (Isaias 9:2).
“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29:11).



“E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

segunda-feira, 27 de março de 2017

“E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: o que estamos fazendo é abominação aos olhos do Senhor”.





        Como nos dias de Noé, assim está acontecendo em nossa atualidade. A geração dos dias de Noé fazia tudo que a seus olhos lhes dava prazer até o dia em que Deus disse: chega! Eu me arrependo de ter criado o homem e por isso vou destruir tudo. “E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito”. (Gênesis 6:7).
Mas o amoroso coração de Deus, encontrou um homem que apesar de pertencer àquela geração corrupta, iníqua e perversa, não se comungava com ela. Noé fazia a diferença em meio ao caos que lhe cercava, por isto, ele achou graça diante do Senhor e Deus o chama e o comissiona a construir uma arca para salvar toda a espécie de animais que havia na terra, a ele e toda a sua família. O capítulo seis de Gêneses registra essa história.
      Jesus disse que o mesmo ia acontecer quando estivesse próximo a sua vinda. 'E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem'. (Mateus 24:37).
Então. Não estamos vivendo dias diferentes dos dias de Noé. Em todas as esferas da terra, entre povos de toda a raça humana, a malignidade vai sendo alastrada, aumentando cada vez mais; os homens só querem satisfazer seus desejos egoístas, não importando se para tal precisam roubar, matar e destruir, passando por cima de tudo que lhes opõem. Como nos dias de Noé, Deus vê nossa geração. Porém, assim como Deus viu Noé, nesta geração corrompida, Deus vê aqui no Brasil, um povo que Ele mesmo escolheu e disse: “Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2: 9). Todavia nesta geração eleita, tem os que obedecem e cumprem o designo à que foram chamados, que é o de proclamar ao mundo a sua salvação, o seu amor, a sua graça, o seu perdão, enfim, as grandezas de Deus, como, também, existem outros que ao sair para anunciar a salvação, tirar os que estão nas trevas, e transportar para o reino do seu amor, da maravilhosa luz de Cristo, gostam das trevas, se comungam com ela, anda de braços dados com ela e por isso com esses não se pode ver a diferença entre os que pertencem a luz e os que são das trevas. 
      Quando, na realidade, o certo é que, aos que são da luz, ao se aproximarem das trevas, a luz tenha força para dissipá-la, mas, está acontecendo o contrário. A luz está sendo ofuscada e abocanhada pelas trevas. Por que? Porque aqueles que se aproximam das trevas ao invés de combate-la e rejeitá-la, a adotam e juntam seus esforços para adaptá-la à luz e por isso é visível a confusão que está provocando tanto no meio dos da luz, quanto no das trevas. Por que? Porque é impossível a luz ter comunhão com as trevas! As trevas não podem ter domínio sobre a luz! O apóstolo Paulo aconselha: Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial (adversário)? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.(2 Coríntios 6:14-18).
Para ser filhos e filhas de Deus, sua Palavra deixa bem claro que não podemos andar de mãos dadas com as trevas: “que comunhão tem a luz com as trevas? Saí do meio deles, apartai-vos, e não toqueis nada imundo”.
    Li num artigo (carnaval 2017), o depoimento de um carnavalesco, no qual ele dizia que quando conheceu a Deus, algo lhe fazia falta. Ele disse que queria fazer o que fazia no mundo, mas dentro da igreja”. Ele, como tantos o fazem, foi para a igreja com sua preferência, o seu amor ao carnaval e foi muito bem recepcionado; a igreja que o recebeu já se comungava com as trevas, trocando suas vestes alvas, se é que as tinha, pelas atraentes e cintilantes vestes do carnaval.
      E, só de pensar que, acreditando estar fazendo a vontade de Deus, membros do corpo de Cristo estão sujando suas vestes no charco de lodo do pecado dessa festa de abominações, minha alma se angustia, e sinto dores de parto pelos meus irmãos, pelos pastores e pastoras cegos, que pensam que Deus precisa de suas estratégias mundanas para salvar o mundo com o método que adotaram. "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês. (Mateus 23:15). E, é assim que está acontecendo porque muitos daqueles que estão saindo do mundo, não querem deixar as suas capas sujas para trocá-las por vestes novas“ A Bíblia diz: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17). Mas esses condutores cegos não lhes ensinam transformação. Não lhes dizem que conhecer e aceitar Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas implica mudança de comportamentos, atitudes, preferencias; aceitar Jesus e caminhar com ele, resulta em transformação, novo ser. Implica em santidade, pois, a Bíblia diz que sem a santificação, ninguém verá o Senhor; e santo é separado do mundo. Isto significa, não se contaminar com as obras infrutuosas das trevas. Como diz a Palavra: “E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo; e, assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. 
      Quem é amigo do mundo é inimigo de Deus, afirma a Bíblia: Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. (Tiago 4:4).
      Podem milhares de igrejas se aliarem às que já estão com seus blocos nas ruas, Deus jamais vai aceitar em seu louvor e adoração o lixo do carnaval com suas músicas, seus tambores, seus sons, seu alarido, suas luzes, sua nudez, seus deuses, suas abominações como forma de estratégia evangelística, porque tudo aquilo que é do mundo e que alguns insensatos da casa de Deus estão implantando, vergonhosamente, levando para dentro das igrejas, para alcançar o perdido, incomoda os ouvidos de Deus. Como podemos saber disso? O Profeta Amós nos mostra o barulho que os adoradores de Israel faziam aos ouvidos de Deus e o como a adoração daquele povo o incomodava: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas canções”. Por que será que o Senhor rejeitou a adoração do seu povo?
   Segundo definição de confiáveis dicionário, carnaval é uma festa profana. E profano significa oposto ao respeito devido ao que é sagrado. O louvor do crente em Jesus Cristo, é sagrado; o louvor da Igreja, Noiva do Cordeiro é Sagrado; e uma noiva sagrada não pode flertar com o profano. Mas, é o que essas igrejas estão fazendo com as adaptações do carnaval para o evangelho. Elas estão flertando com o profano, e isto é um desrespeito ao Senhor Deus que é santo, é uma blasfêmia contra o Santo Nome de Jesus.
     Com a cobertura do Espírito Santo de Deus, a Palavra é suficiente para a Igreja atrair os que querem receber a salvação. É o Espírito Santo que convence o pecador do pecado, da justiça e do juízo. Mostre a Cruz! Mostre o sangue derramado! Mostre o amor de Deus! Mas, esses irmãos, se é que conhecem Jesus de verdade, aderiram ao carnaval com as melhores das intenções: “ganhar almas pra Jesus”. 
       No início dessa estratégia de evangelização, os instrumentos para alcançar os amantes da folia era: oração, Bíblia e panfletos ou folhetos com mensagens de salvação, chamando o povo ao arrependimento. Por que mudaram? Por que os blocos? Os trios elétricos, as marchinhas adaptadas? Porque carnaval agrada a carne, é impossível passar horas e dias frente a frente com as trevas sem se contaminar. Salvo quando a força dessa luz vem de Cristo, pois, a Bíblia diz que "a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando cada vez mais, até ser dia perfeito". 
       Mas, quem não tem a força dessa luz, se contamina e quer mesmo é balançar o “esqueleto” na folia do carnaval. Por isso o Senhor alerta: sai do meio deles povo meu! “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela. (Apocalipse 18:4,5).  Mas esses nossos irmãos estão fazendo isso com a maior das boas intenções.
      Um palhaço brasileiro, muito famoso, se converteu ao evangelho e começou a dar seu testemunho em muitas igrejas; e ele esteve nos Estados Unidos, em Boston, MA, dando o seu testemunho de conversão. Falando sobre o quanto ele desejou dar a Deus uma adoração de qualidade, em dar o seu melhor para o Senhor Jesus, num dos seus testemunhos, ele disse que contratou e pagou um generoso cachê a uma, também, famosa bailarina para dançar para Jesus. Segundo, ele, a profissional arrancou lágrimas e aplausos da plateia. 
     E Deus questiona ao seu povo Israel: Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. (Isaías 6:8, 13-18).

O que Deus pede de seus filhos é obediência. Israel tinha boa intenção quando se reuniu para adorar e cantar louvores, porém, Deus rejeitou sua adoração. Por que? Porque Israel praticava toda sorte de pecados, achava que podia cultuar a Deus sem o genuíno arrependimento. Isaias relata a rebeldia daquela nação e se expressa: Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado; (Isaías 30:1). Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. (Isaías 59:9).
        Como está o Brasil, hoje? Diferente de Israel nos dias do profeta Isaías? Vivemos a pior crise de corrupção no País; Senadores, deputados federais, estaduais, governadores, vereadores, com raras exceções, servidores públicos estão nas manchetes de jornais e revistas, não pelo bom serviço que prestam a nação, mas pelos escândalos de corrupção; os cofres públicos foram saqueados por meio de propinas beneficiando a muitos daqueles que assumiram o poder; e como parasitas da nação, como câncer que não tem cura, eles continuam a carcomer o restante dos recursos públicos com seus altos salários e, por mais que a podridão de seus atos venham à tona, não há justiça que os alcance. Nossos bancos, a mando de governos inescrupulosos e corruptos, abriram seus cofres em favor de países que nenhum benefício traz a nossa nação e, como consequência de tamanha irresponsabilidade, nossa nação não tem como atender as necessidades de seu povo na saúde, educação e moradia. Milhões de desempregados está sendo o legado deixado por esses saqueadores da Pátria. Eles cometeram crimes de lesa pátria e tem que ser responsáveis e pagar por seus atos é o clamor popular. Porém, poucos são julgados e condenados. E, entre outros tantos, um dos nossos irmãos,da Assembleia de Deus, Eduardo Cunha, sim, nosso irmão! Pecou e está pagando por seu erro e pecado. Envergonhou a sua igreja, o evangelho, a família, e desesperado pede, segundo manchete da mídia: Salve minha família. Sofro e choro por você e por sua família, irmão Eduardo Cunha. E, que as suas lágrimas derramadas em sua cela sejam acompanhadas do verdadeiro e genuíno arrependimento. Que o dinheiro indevido, seja devolvido à nação. Que Deus salve a sua vida e a de sua família. E, “que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”, ou que se tivesse oportunidade, não faria o mesmo. 
     A nação geme há décadas por falta de governantes que a dirija com honestidade, honradez e justiça. A violência está nas praças, nas ruas, nas casas, e sangue inocente tem sido derramado em todos os lugares da nossa Pátria. Nossas crianças são violentadas, não somente por pedófilos, em suas casas ou nas ruas, mas, na escola a qual deveria ser a guardiã da ética e bons costumes, mas, as escolas que recebem nossas crianças vêm sofrendo a invasão de literaturas que as querem corromper. Graças a Deus, temos os seus cooperadores que ardorosamente tem denunciado os abusos contra as nossas crianças nas escolas alertando os pais do mal que seus educadores estão tentando fazer; a começar pela mais alta autoridade do setor educacional, MEC, responsável por desenvolver programas para o benefício da Educação e Cultura, de nossas crianças e jovens na escala do aprendizado, com respaldo da presidência da República no governo PT vem distribuindo literaturas de conteúdo destrutivo, metodologia malsã, e amoral, resultando em crime de abuso infantil. Tal resolução de doutrinamento vem com o intuito de destruir nossas famílias.
      Mas, toda autoridade, diz a Bíblia, é constituída por Deus. E o Senhor diz que devemos orar por nossos governantes. Então, onde está o povo de Deus? Onde está a geração de adoradores que lotam estádios e grandes auditórios? Onde estão os “levitas adoradores” com seus altos cachês? Decidindo aceitar o convite de quem oferece mais? Qual o resultado da marcha pra Jesus? Confronto com a parada gay? Cadê o som do avivamento do Diante do Trono? Avivamento que não transforma a minha casa? O verdadeiro avivamento começa por mim, transforma e santifica minha família; transforma minha comunidade, meu bairro, minha cidade, meu estado e meu país. 
     Deus disse a Abraão, seu amigo que não destruiria Sodoma se houvesse dez justos naquela cidade; dez pessoas que temessem a Deus e obedecessem a sua Palavra poderiam livrar a cidade do fogo da ira de Deus.
       O que estamos fazendo nos ajuntamentos de milhares de mulheres do ministério de oração? Quantas horas gastamos de joelhos no chão, e lágrimas de confissão de pecados e arrependimento, por um avivamento no seio do povo de Deus, para que possamos atingir o nosso País? Mas, ao nos reunirmos não temos tempo para isso; sofremos tanto em nossas casas e, choramos tanto, lamentamos nossa baixa autoestima, é por isto que, quando nos reunimos queremos mais é esquecer que temos o dever de levar as cargas dos outros; que temos que chorar com os que choram; que temos órfãos e viúvas que precisam do nosso socorro; que temos doentes para ajudar; famintos para alimentar, nus para vestir e presos para visitar; ah! Muita responsabilidade para serem lembrada em nossos congressos. 

Quando nos reunimos é para lembrar que somos princesas; nossas líderes nos tratam como princesas; recebemos lembrancinhas de princesas; desfile de princesas; maquiagem de princesas e por fim um espelhinho para nos lembrar que somos princesas. Podemos até questionar: espelho, espelhinho meu, tem alguém mais princesa do que eu? 

Tem, sim, irmã. Tem, sim. Jesus disse que as princesas e os príncipes estão nos palácios. Ele nos chamou para sermos servos e servas. Aqui não temos tempo de parar para contar vitória e nem chorar derrotas. Estamos neste mundo de passagem e vivemos numa guerra constante. Por isto que Ele disse que enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim, será louvada" (Provérbios 31:30), e disse que não devemos ajuntar tesouros aqui na terra onde a traça e a ferrugem tudo consomem e os ladrões minam e roubam. Ele nos aconselhou a ajuntar tesouros no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem e os ladrões não minam, nem roubam. (Mateus 6:19,20). E, assim, estamos aqui para servir o nosso General Jesus Cristo. Ele vai à nossa frente lutando conosco e as vezes ele diz: descansa aí, que eu luto por você porque nessa peleja você não dá conta. Outras vezes, ele nos deixa lutar sozinhos, porém, nos dá suas armas; e, está sempre por perto dizendo: "não te abandonarei, nem te desampararei". Ele nos alegra, nos conforta, nos dá vitória, nos protege, em momento algum, nos deixa; está conosco todos os dias. Mas, como servos e servas, temos batalha para batalhar, inimigo para enfrentar; temos arado para calejar nossas mãos, temos terra para plantar, temos sementes para semear e temos campos brancos para colheita. As vezes semeamos andando e chorando e o resultado dos frutos vem com as lágrimas.

Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:14). 

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. Isaias 8:20).

Amados, precisamos orar para que Deus sare a nossa terra. Temos ferido o coração de Deus com muitas coisas que aos nossos olhos parecem bom, porque, muitas vezes deixamos de lado os conselhos da Palavra por conselhos de homens carnais, amantes de si mesmos, buscando satisfazer a vontade da carne e não de Deus. Nosso País precisa das nossas orações; nossas crianças, nossos jovens e nossas famílias precisam dos nossos joelhos dobrados e de nossas lágrimas diante do trono, não da Lagoinha, (amo vocês, irmãos de BH) mas, do Trono de Deus.

Nosso País não precisa dos servos de Deus fazendo parceria com as trevas; luz não faz acordo com trevas.

"E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: o que estamos fazendo é abominação aos olhos do Senhor". Por que? Porque Satanás cegou o entendimento deles.





Parceria com os infiéis sempre resultou em tragédia. (Título da próxima postagem).




domingo, 5 de março de 2017

O Nome de Deus é Blasfemado por Vossa Causa





Por meio e homens e outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão, diz o Senhor. (1 Coríntios 14:21).


       Recebi de alguns amigos, pelo WhatsApp, vídeos de um certo deputado por nome Jean Wyllys que tem se levantado contra o que lhe incomoda e por isto, ele passou a incomodar a muitos, inclusive a mim, não para correr atrás do moço para confrontá-lo, mas, para refletir como posso ser luz para ele? Jesus disse Eu sou a luz do mundo e disse que nós também somos a luz deste mundo tão chafurdado nas trevas.
        Então, por falta de luz, ele diz: “A Bíblia é uma piada, quem crê nela é palhaço, e as igrejas são uns circos”. O que podemos dizer? Para nós que conhecemos e procuramos obedecer aos seus ensinos, a Bíblia não é uma piada; a Bíblia é a palavra de Deus revelando ao homem o seu amor e o poder do sangue de Jesus derramado na cruz para salvar, transformar, restaurar e dar sentido à vida. E quem crê nela não é palhaço. Aqueles que verdadeiramente tem a Bíblia como seu manual diário, sua regra de fé e prática, constroem um mundo melhor. São melhores cidadãos, melhores funcionários públicos, melhores professores, melhores alunos, melhores empresários, melhores patrões, melhores empregados, melhores políticos, melhores pais, melhores filhos, melhores esposas, melhores maridos, melhores governantes, melhores pastores, melhores líderes. Eu, como tantos outros que através da Bíblia conhecemos o poder do Evangelho do Senhor levamos Deus, e a sua Palavra a sério.
 Nesta sua opinião três sentenças são evidenciadas e numa delas ele diz que “as igrejas são uns circos”. Por que ele, e tantos outros acham que as igrejas são uns circos? Porque certas igrejas e seus líderes os quais não têm a Bíblia como guia de fé e prática começaram a introduzir em seus cultos, seus ajuntamentos, “fogo estranho”, isto é, acrescentaram coisas que não têm nada a ver com o verdadeiro culto a Deus. Usam a Bíblia em seus púlpitos? Sim! Citam textos e pregam sobre eles? Sim! Falam sobre pecado e arrependimento? Raramente e de forma tão sucinta que as pessoas não percebem a gravidade do estado espiritual de suas almas.  Redes de comunicações tem mostrado através das TVs, YouTube etc., igrejas as quais se tornaram verdadeiros picadeiros de circos, onde seus cultos deixaram de centrar a mensagem em Cristo para divertir a plateia; onde o louvor deixou de ser focado no Criador e a criatura é quem recebe as honras. Na apresentação de um show gospel onde cantores e cantoras proclamam que estão ali para adorar a Deus, que estão sendo movidos pelo poder do avivamento, não há diferença de qualquer outro show mundano. Assim como nos shows de Rock como em qualquer apresentação do mais famoso cantor da música pop brasileira. O ritmo gospel em sua maioria, toca as emoções e não o espírito, o ritmo das músicas incentivam o “balançar do esqueleto”, e gritos histéricos dos participantes. A euforia, o histerismo, os aplausos louvam o artista que ali está à procura de fama, dinheiro, bajulação, e, não da verdadeira adoração. A pregação deixou de ser focada em Cristo e passou a ser em coisas. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus não agrada o povo. E para encher a plateia e os bolsos de quem administra tais igrejas, o povo está sendo incentivado a buscar os tesouros daqui, pois “o céu pode esperar”, o coração busca riquezas e poder; o Reino de Deus vem depois.  As pessoas estão focadas no ter: casas, carros, roupas e bolsas e sapatos de grifes famosas, viagens internacionais e não no ser novas criaturas através das quais o nome de Jesus deve ser glorificado, o bom perfume de Cristo, exalado e os homens sejam impulsionados a dar glórias a Deus e não blasfemar o seu precioso Nome.
Por que tantos acham que as igrejas são uns circos?  Porque eles não conhecem as igrejas que verdadeiramente adoram o Deus Criador em Espírito e em verdade. Porque Deus não se impressiona com gritos, correrias, cantorias. Deus se alegra com corações contritos; Deus se alegra com corações quebrantados, Deus se alegra com o arrependimento do homem que se prostra diante da cruz e clama por salvação de sua alma. Só com o quebrantamento e arrependimento de seus pecados é que o homem pode adorar a Deus em espírito e em verdade. É assim que Ele quer ser adorado. Foi o que disse Jesus no seu encontro com a mulher samaritana, no poço de Jacó. “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura”. (João 4:23). Buscar a Deus em primeiro lugar implica numa vida de consagração, santidade, bom testemunho, e reverência no ajuntamento. Paulo fala da forma na qual a igreja deve se comportar em seu ajuntamento coletivo: “decência e ordem”. Até mesmo em como receber um visitante na igreja e não fazer acepção de pessoas. O rico não é mais importante do que o pobre; o doutor não tem mais honra do que o analfabeto, pois perante Deus somos todos iguais. Numa igreja onde a Bíblia é a regra de fé e prática, não existem príncipes e princesas, não existem senhores. Existem servos. E servos obedecem! O Senhor da Igreja é o Rei Jesus.  Esse povo erra porque não se interessa em saber como agradar o coração de Deus, porque para eles Deus é apenas fonte de riqueza e bem-estar social; divertimento e lazer. O mundo caminha para o fim, mas nessas igrejas é proibido pensar na morte e vida eterna. Pregar sobre a volta de Cristo não faz parte da sua agenda eclesiástica. E como ovelhas que são levadas para o matadouro, o povo dessas igrejas seguem para a morte eterna, distantes do verdadeiro Deus. “Tão perto do reino, mas, sem salvação”!
Pois bem, segundo as redes sociais, a mensagem que o deputado deixou, acendeu a ira de centenas de internautas e alguém escreveu:  “vamos compartilhar esse vídeo e tirar esse lixo do Congresso”. Foi a partir daí que comecei a analisar o quanto estamos falhando em termos de convivência em sociedade. Precisamos de focar na direção que nos mostre a forma de ver o nosso semelhante não como um lixo, mas, como a imagem e semelhança de Deus, apesar de deformada pelo pecado e, portanto, trapos de imundície perante a santidade de Deus, mas, todos fomos feitos imagem e semelhança dEle. Até onde vai a nossa tolerância e o que podemos fazer para mudar? Muitos conceitos que lemos em revistas, jornais, rede sociais ou outra publicação qualquer, proferidos por pessoas sem os princípios da ética e dos bons costumes que nos foram ensinados, nos incomodam. E, por intolerância muitas vezes, certas declarações ou opiniões, incendeia o ódio de muitos. Muitos até hipocritamente os condena. Mas, quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos que o Senhor nos ensina a suportar uns aos outros. A tolerância pode provocar também a compaixão de joelhos que se dobram em favor de uma alma distante de Deus. A Bíblia diz que Deus deseja que todos os pecadores se arrependam. Se ao invés de revanchismo desejarmos a transformação daqueles que nos ofendem, e orarmos por eles, certamente eles  podem ser tocados pelo Santo Espírito de Deus e a salvação pode alcança-los. Portanto, se depender do meu voto, a campanha que faço é que o sr. Jean Wyllys pode continuar ocupando a sua cadeira de deputado no Congresso Nacional, fazendo tudo o que seu enganoso coração deseja, mas, sabendo que por todas essas coisas, vai chegar o dia de prestar contas. E, comparando as atitudes de religiosos que não tem a Bíblia como regra de fé e prática podemos chegar à conclusão que esse deputado não comete, com toda a sua incredulidade e iniquidade, atos piores do que os líderes religiosos que em nome de Deus tem enganado, saqueado, e destruído muitas almas. Vidas estão caminhando para a condenação eterna porque elas estão sendo guiadas por falsos mestres, falsos pastores, falsos profetas os quais nunca conheceram verdadeiramente quem é Jesus e como deve honra-lo, obedecer e fazer a sua vontade, segundo diz a sua Palavra. Cada qual dará conta de si mesmo a Deus. Aqui neste mundo precisamos aprender a respeitar um ao outro. Cada um é livre para escolher o caminho que deseja seguir. Porém, “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Então, nossos questionamentos são: Quando é que o povo de Deus vai aprender a fazer o que Jesus ensinou? Quando é que o povo de Deus vai entender que o amor é mais forte do que o ódio? Quando é que o povo de Deus vai concluir que nosso papel aqui neste mundo não é odiar, culpar ou julgar? É amar uns aos outros, perdoar uns aos outros, estender a mão ao que está ferido à beira do caminho; é não cansar de fazer o bem aos que só sabem fazer males. O Evangelho de Jesus não é o que estão oferecendo por aí. Esse evangelho sem cruz, sem renúncia, sem sacrifício, não faz parte da vida do verdadeiro cristão. O verdadeiro cristão ao ser ferido na face, não revida, mas oferece a outra; O verdadeiro cristão, quando lhe pedem o vestido, dá, também, a capa; O verdadeiro cristão, ao ser obrigado a andar uma milha, mesmo cansado e fadigado, vai até a segunda milha. Esse tipo de evangelho não é fácil? E quem disse que o Reino de Deus pode ser conquistado por covardes e medrosos? Quem disse que vamos contemplar a face de Cristo através do caminho largo da graça sem Graça que tem atraído multidões? Jesus se apresentou como porta de entrada do Reino. Ele disse: Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. (João 10: 9 a (Mateus 7:13, 14). Mas, Jesus disse que essa porta é estreita. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. (Mateus 7:13,14).
O julgamento de Deus será para todos. Todos os pecados que cometemos, desde o mais insignificante como um simples ‘não posso’, a alguém, quando poderíamos lhe fazer o bem com um ‘sim’; desde a mentirinha do: diz que não estou, quando poderíamos ter atendido ao telefone, como o mais terrível ato de maldade que o ser humano pode ser capaz de cometer, serão julgados pelo justo e reto juiz. Todos hão de comparecer diante dele. No capítulo 45 de Isaias, o Senhor diz que diante dele todo joelho se dobrará, e toda língua há de confessar que nele há justiça e poder. E diz, também, que todos os que se irritaram, blasfemaram contra ele, o ultrajaram, envergonhados e se prostrarão diante dele. E o Apóstolo Paulo afirma: Porque está escrito: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus. (Romanos 14:11). Querendo ou não, crendo ou não, aceitando ou não, todos verão o Senhor e prestarão conta dos seus atos.
Concluindo, aprendemos que a Bíblia revela que Jesus, o Deus Filho, veio ao mundo por vontade do Pai para assumir toda a culpa do meu e do seu pecado. Sim, diz a Bíblia que Ele morreu pelos nossos pecados. Inclusive o pecado desse deputado em questão e de outros iguais a ele. Jesus sofreu toda sorte de injúrias, acusações, traições. Eles cuspiram em seu rosto, o espancaram, e o coroaram com uma coroa de espinhos. Ao fim, quando o penduraram no madeiro, corpo dilacerado pelos açoites, sangue derramado, fronte ensanguentada pelos espinhos, sua voz se é ouvida, não para acusar, não para amaldiçoar, mas, para dizer: Pai, perdoa-lhes.  

A Bíblia diz que o diabo veio para roubar, matar e destruir. Mas Jesus veio trazer vida e desfazer as obras do diabo. Jesus não fracassou na cruz como afirmou o líder do Vaticano, Papa Francisco. Ele diz isto porque aprendeu a olhar para o cristo morto de sua cruz, símbolo da sua igreja. Mas, a cruz do Cristo que cremos, e conhecemos, está vazia.  Ele venceu a morte e está vivo tendo em suas mãos a chave da morte e do inferno. “Onde está ó morte, a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão? ” Jesus afirma: “Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno”. (Apocalipse 1:18). A vitória de Cristo na cruz nos deu autoridade para pisar “serpentes e escorpiões”. Creia no poder da oração. A oração é a arma mais poderosa sobre o inimigo. Pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas. (2 Coríntios 10:4). Em que tipo de evangelho você está inserido? O falso evangelho da graça sem a Graça, graça da barganha, falta de compromisso, dos amuletos? Da vingança, da revanche? Ou do evangelho da cruz, da obediência, do amor, da Graça que salva, ama, perdoa, obedece e faz a vontade do Pai? O nome de Deus está sendo exaltado ou blasfemado por sua causa? 

terça-feira, 29 de março de 2016

Irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; (II Ts. 6:1)


A Importância do Apoio da Igreja ao Ministério de Capelania

A Igreja do Senhor Jesus é a única instituição na qual satanás não tem poder para destruir.
Jesus afirmou: “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus 16:18b). Desde a igreja primitiva aos nossos dias o arqui-inimigo vem, furioso, com todas as armas tentando  exterminar a Igreja do Senhor Jesus, a Noiva do Cordeiro. Os primeiros cristãos receberam dos imperadores de Roma as mais cruéis e sangrentas perseguições; satanás procurou de todas as formas acabar com a igreja dos Apóstolos. Ele continua suas ameaças, mas, seu intento jamais será alcançado porque  a Igreja foi instituída por Jesus; ela foi selada pelo próprio sangue do Senhor e Salvador, Cordeiro imaculado e nada pode anular esta aliança. Muitos foram perseguidos e mortos, mas um remanescente de salvos continua indo ao encontro dos cativos para liberta-los. Muitos são os que sofrem neste mundo do qual Jesus afirmou que jaz no maligno; doentes nos hospitais, encarcerados nos presídios, sem tetos nas ruas, drogados nas calçadas; pobres, ricos, cultos, indoutos; jovens, crianças, idosos; em toda a esfera da sociedade existem pessoas sofrendo. Nem todos vão aos presídios, hospitais ou saem para visitar um doente no seu lar, ou se apresentam para atuar em catástrofes porque não é fácil lidar com situações que envolvem o sofrimento humano. Mas o capelão vai ao encontro dessas pessoas.  
A Igreja do Senhor Jesus deve ser uma aliada do Ministério de Capelania, dando suporte ao capelão enquanto ele vai a campo colher os frutos que já estão prontos para a ceifa. Para realizar a obra de capelania o capelão deve estar em total comunhão com a Igreja, recebendo através da oração, todo o apoio espiritual de que necessita. Paulo estava sempre pedindo aos irmãos que não descuidassem do zelo da oração. Irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; (II Ts. 6:1)

A Igreja pode e deve ajudar àqueles que se propõe a fazer essa grandiosa obra. Portanto, o capelão deve levar ao conhecimento da igreja a importância de apoiar o ministro capelão.

(Extraído do Manual de Capelania UNIPASC).

E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.João 14:3