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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Mensagem aos Defensores de Imagens. “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).




       “Mas nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda: cometem adultérios, e andam com falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam da sua maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os seus moradores como Gomorra”.( Jeremias 23:14)

          Existem igrejas que se apresentam como igrejas cristãs onde seus líderes têm em seu poder o manejar da Escritura Sagrada, infalível Palavra de Deus, porém, esses mesmos líderes têm levado aos seus fiéis ensinos de doutrinas que os fazem desviar do verdadeiro propósito da fé cristã na qual o nome de Jesus está acima de todos os nomes e, somente ao Senhor, toda honra e toda glória.
         E, dentre esses ensinos existe um ato de iniquidade que fere o coração de Deus e provoca a sua ira. O mesmo que acontecia com o povo de Israel tem acontecido em nossos dias, e através do Profeta Jeremias, Deus dizia a Israel: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”. (Jeremias 7:18).  A idolatria dos povos da geração de Israel o incentiva a imitá-los e o povo de Israel passou a adorar ídolos, e fazer imagens; e esses ídolos têm tentado tomar o lugar da adoração que é devida somente ao nosso Deus Criador. A idolatria tem sido uma doutrina ensinada por líderes cristãos e não cristãos em toda a terra. "E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio". (Jeremias 44:4). Deus odeia a idolatria. Mas, nenhum desses líderes tem entendimento para, segundo a Bíblia, questionar: Porventura não há uma mentira na minha mão direita? “Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita? (Isaías 44:20).
      Ainda, o profeta Jeremias no capitulo 10, versículo 14, do seu livro diz: “Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito”. 
         Não importa que tipo de imagem você esteja venerando; não importa se a sua imagem representa um ser terrestre ou celeste, uma criatura vivente, um astro, uma planta, uma árvore, um réptil etc. Não importa que tipo de objeto você escolheu e o fez seu ídolo. Saiba que qualquer ato de glória que venha a prestar às suas imagens, seus ídolos, isto é pecado, é um ato abominável aos olhos de Deus. A Bíblia diz que a ira de Deus se levanta quando o homem, obra de suas mãos, deixa de adorá-lo e dobra seus joelhos perante as imagens de escultura, porque Deus nos fez para o louvor da sua glória.  “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz” (Isaías 43:7).
          O Salmista diz em uma de suas canções: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” ( Salmos 24:1). Portanto, crendo ou não, aceitando ou não, você pertence ao Senhor. Você pode fazer o que quiser com a sua vida, pode levar a sua alma a se curvar diante de Deus ou do diabo, através das imagens as quais você se ajoelha e põe nelas a sua fé. Sim, isto mesmo! Quando você se curva diante de uma imagem pensando que ela lhe leva a Deus, aquele ídolo lhe leva à adoração ao diabo. Deus não recebe honra, louvor e adoração por meio de uma imagem, de um ídolo. O que estou dizendo é um absurdo? Mas, não sou eu quem o digo. É a Palavra de Deus através de Paulo. O apóstolo Paulo diz em sua primeira carta aos crentes da Igreja de Corinto: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Confira em 1 Coríntios 10:19,20. Por isto que sua fé idólatra, fere o coração de Deus porque Ele diz: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. (Isaías 42:8).
        Jesus disse:” Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. (Marcos 12:30). Quem ama a Deus como Ele deseja ser amado, sabendo que ele odeia a idolatria, jamais vai querer uma imagem como objeto de culto. Mas, de geração em geração, desde que os homens se multiplicaram na terra, seus caminhos os levaram a se rebelar contra Deus e fazem tudo o que aos seus olhos parecem direito. O pecado de modo geral tem levado os homens a se desviarem de Deus. Os homens têm praticado toda sorte de pecados que os afastam do nosso Criador e entre esses pecados se destaca a idolatria. E, assim, multidões e mais multidões, em todas as nações da terra, se reúnem para adorar suas imagens de esculturas e as honram e se curva diante delas como se elas fossem Deus. Contudo diz a Bíblia que esses ídolos são deuses vãos, de nenhum préstimo, pois, eles não podem salvar, “Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos”. (Isaias 44:10,11) E, na verdade a Bíblia é muito clara em relação ao destino do homem após a morte e quais são as opções que nós temos: 1 - passar a eternidade com Deus ou 2 - passar a eternidade sem Deus. Confira em  Mateus 25:46. E, são esses deuses vãos, entre tantos outros atos pecaminosos, que irão levar muitos cristãos e não cristãos, a passar toda a sua eternidade longe do verdadeiro Deus. Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo que disse aos que cultuam ídolos, que eles estão cultuando e adorando o diabo, adverte: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 6:10).  E o Livro de Apocalipse do Apóstolo João, “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”, diz: Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte (Apocalipse 21:8). E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. (Apocalipse 21:27) E, nesse lugar seu tormento é por toda a eternidade. “E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome”. (Apocalipse 14:11).
          Desde que satanás contaminou o homem com suas mentiras e enganos, o homem  tem se afastado do propósito pelo qual foi criado: para o louvor da glória de Deus. Quando Moisés estava conduzindo Israel à terra que Deus havia prometido aos descendentes de Abraão, Moisés disse: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que voa pelos céus; figura de algum animal que se arrasta sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o Senhor teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”. (Deuteronômio 4:15-19). Portanto, não compare uma imagem, um ídolo feito por mãos humanas, com alguém que possa conectar você com Deus, porque foi Deus mesmo quem disse: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; (Deuteronômio 5:8).
           Alguns líderes religiosos até cita trechos da Bíblia, fala em Deus e o chama de Pai; eles dizem que creem que Jesus Cristo é o Filho de Deus, porém, praticam a idolatria. Eles têm suas crenças em ídolos, imagens feitas de barro, madeira, metal etc. E se ajoelham diante desses objetos e fazem suas orações e petições. Eles ensinam aos seus congregados que aquelas imagens representam os santos, e que estes, os representam diante de Deus. Mas, segundo a Bíblia, isto é uma grande mentira. Essa forma de cultuar é uma forma de levar o povo a dividir a glória devida somente a Deus com os ídolos e como já falamos, segundo a Bíblia, Deus é categórico em dizer que Ele não aceita dividir a sua glória com outrem e nem o seu louvor às imagens. E para complicar a vida de quem não lê a Bíblia ou se a lê, não pede sabedoria e discernimento a Deus para entender a sua Palavra e acredita nas mentiras de seus líderes, os quais Jesus os chama de “guias cegos” porque, se enxergam a verdade a esconde de si mesmos e de seus rebanhos; eles não entram pela porta estreita que é Jesus. Preferem a porta larga do engano, que afastam os cristãos do verdadeiro caminho e inventaram, e ensinam há centena de anos, que Maria é medianeira entre Deus e os homens. De onde inventaram tal crença? Que base acharam para ensinar tal doutrina?  Da bíblia? Com certeza não foi da Bíblia, infalível Palavra de Deus. Porque de Gênesis ao Apocalipse, Deus condena a idolatria; Deus abomina a adoração de imagens. Ensino dos Apóstolos da Igreja Primitiva? De maneira alguma! Os apóstolos de Jesus Cristo, todos eles amavam profundamente os ensinos do Senhor Jesus que dizia: Crede em Deus, crede também em mim; Eu e o Pai somos um; Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado. E o que Jesus ensinou? Que Ele e o Pai é Deus. E o que Deus disse? “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.
            Por isto a voz do Senhor clama aos que O querem seguir: Ah, povo meu! Os que te guiam te enganam, e destroem os caminhos das tuas veredas.(Isaias 3:12b).
         Quando Deus separou o povo de Israel e fez com ele uma aliança, Deus queria que Israel fosse o seu referencial. E o Senhor, disse: “E habitarei no meio dos filhos de Israel, e lhes serei o seu Deus e saberão que eu sou o Senhor seu Deus, que os tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio deles”. E o Senhor disse, também: “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo”. Israel deveria mostrar as nações que não existia Deus fora dele. Que o seu poder, a sua grandeza, a sua soberania era incomparável. Através do profeta Isaías, Deus questiona: A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes? (Isaias 46:5)  
          Mas, a nação de Israel não deu a devida importância àquela aliança que o Senhor havia feito com ela. As pessoas de Israel começaram a se envolver com os costumes idólatras dos povos que os cercavam e Deus ficou irado com Israel porque eles haviam quebrado a sua aliança. Sem a presença de Deus habitando no meio deles, veio a ruína. A nação de Israel foi invadida e dominada pelos seus inimigos. Acabou a glória de Israel que lamentava:Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão”. (Isaias 59:9).
           Porém, havia uma promessa não somente para Israel, mas, para nós, para todos os povos da terra. A luz iria raiar e um novo amanhecer levaria esperança aos que andavam na escuridão."O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz". (Isaias 9:2). 
            E, quem seria o condutor dessa luz?  A história começa quando Deus envia o anjo Gabriel a encontrar com a jovem Maria que morava em Nazaré, cidade da Galiléia. “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. (Lucas 1:26,27).
          Maria teve a honra de ser a escolhida para gerar o Filho de Deus. Em seu cântico de louvor e gratidão por ser a escolhida para tão grandiosa missão, ela disse que seria lembrada por todas as gerações que a chamariam de bem-aventurada. Maria teve importante papel em sua geração. Ela continua sendo lembrada e honrada por todas as gerações como a mulher mais bem-aventurada de todos os tempos. Mas, ser bem-aventurada, não significa ser adorada. Maria não pode receber adoração. Não podemos nos ajoelhar diante dela pela fé, porque ela apesar de ser bem-aventurada não é digna de ser adorada, porque somente Deus é digno e deve ser adorado; somente Jesus Cristo seu Filho, que é um com o Pai, é digno, pode e deve ser adorado. E, com certeza, se Maria pudesse se comunicar com os religiosos da terra, com os artífices, os fabricantes de imagens, ela jamais permitiria que fizessem dela uma imagem de escultura e muito menos que a considerassem digna de ser adorada. Pois, seus lábios só entoavam cânticos de louvor ao Senhor. A sua boca abriu em adoração ao que é digno de ser adorado, dizendo: "A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. A sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem". 
        Mas, Maria não pode se comunicar com os homens na terra, porque ela, como os apóstolos de Jesus Cristo que o acompanharam em sua jornada aqui na terra, como todos os santos de Deus que já partiram para a eternidade,ela está aguardando o soar da trombeta para a sua ressurreição. O único túmulo que ficou vazio, foi o túmulo do Senhor Jesus. Somente Jesus teve poder sobre a morte; somente ele ressurgiu dentre os mortos; os demais aguardam a sua vinda para sair dos seus túmulos.
        A missão de Maria como mãe do Filho de Deus, se encerrou aos pés da cruz. A missão de Maria termina quando Jesus, o Salvador nosso e de Maria, lhe diz, olhando para o seu discípulo amado, João: “Mulher, eis aí o teu filho”. Provavelmente, Maria, ao ver o sofrimento de Jesus, estivesse gritando, silenciosamente em seu coração: Meu filho! Meu filho, o que fizeram com você? Grande é a minha dor, meu filho querido! 
           Assim, como Ele olhou para as mulheres que choravam contemplando o seu sofrimento, acompanhando a sua agonia e disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. (Lucas 23:28). Sim, o Deus homem havia cumprido a sua missão e ao ser levantado da terra naquela horrenda cruz, recebendo todo o castigo da humanidade, derramando todo o seu sangue para perdoar os nossos pecados, a morte seria vencida. No terceiro dia ele ressurgiria, não mais como o filho de José, o carpinteiro e nem de Maria, a bendita entre as mulheres, aquela que lhe acolheu em seus braços e o amamentou. Mas, como o majestoso e glorioso Filho de Deus, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por isto, Jesus disse a Maria, “mulher, eis aí o teu filho; e olhando para João, disse: filho, eis aí, a tua mãe”. Enquanto precisou de seus cuidados maternos, Maria cumpriu o seu papel de mãe; contudo, quando iniciou seu ministério ela mesma reconheceu a grandeza do seu poder e disse: fazei tudo o que Ele vos disser. A obediência era a Ele. Todo louvor e toda a  adoração era para Ele. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:36).
             A Bíblia não menciona em nenhum texto de seus livros que Maria é a mãe de Deus, porque Deus não tem mãe. Também, de Mateus ao Apocalipse nenhuma menção honrosa foi concedida a Maria como intercessora dos pecadores; a nenhum ser humano foi dado essa responsabilidade de comparecer diante de Deus pedindo-lhe graça ou advogando em favor dos homens aqui na terra. Mas, somente Cristo tem acesso ao Pai, diz a Bíblia. “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus;” (Hebreus 9:24). Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (1João 2:1). 
          Portanto, todos que desejam servir a Deus em espírito e em verdade precisam saber que: não existe, em toda a terra, preste atenção! Diante de Deus, não existe em toda terra, senhora padroeira, não existe medianeira. Deus não aceita essa mentira idólatra que os religiosos idólatras inventaram para afastar o homem da verdadeira adoração devida somente a Ele. 
          O Brasil verdadeiramente cristão não tem “Senhora". Tem o Senhor. Porque há um só Deus e um só Mediador, digno de ser adorado. É Bíblia que diz: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (1 Timóteo 2:5). “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. (1Coríntios 8:6).
        “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança". (Salmos 33:12). Saiba, pois, que Maria não é a arca da aliança. Não será Maria que estará à porta do céu para dar as boas-vindas aos que lá chegarem. A Bíblia não ensina tal mentira. Não foi Maria pregada numa cruz; ela não derramou o seu sangue para nos salvar. Maria apenas foi agraciada para ser a mãe do Filho de Deus e nós a respeitamos e a amamos por isso, porém, não a adoramos.  É o Senhor Jesus, que deve ser adorado. Foi Jesus quem derramou o seu sangue na cruz; foi Ele quem morreu por nós e ao terceiro dia ressuscitou. Hoje, pela sua graça, Ele é o nosso Salvador e está assentado a destra do Pai, intercedendo por nós, mas naquele dia, Ele será o justo Juiz, que dirá: “Vinde benditos de meu Pai, possuir por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” e Maria, também, juntamente com todos que se arrependeram dos seus pecados e os confessaram a Jesus e não aos seus líderes religiosos, estarão lá, à direita do trono, recebendo a saudação de Jesus: Sejam bem-vindos, amados de meu Pai! Também o justo Juiz dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno, porque não vos conheço”. E, sabe quem serão essas pessoas que vão ouvir tão terrível, assustadora e dolorosa sentença? Líderes religiosos mentirosos que enganam as pessoas e não ensinam as verdades da Bíblia na sua essência; homens que, embora ministrem em nome de Deus, distorcem os ensinamentos das palavras do Senhor Jesus; religiosos que fazem da fé uma fonte de lucro; que amam mais a criatura do que o Criador, preferem seguir os enganos dos seus líderes e ignoram a verdade de Deus; religiosos que rejeitam a verdade e seguem a mentira. A verdade exige renúncia, negação de si mesmo, e a responsabilidade de seguir a Jesus levando cada dia a sua cruz e fazendo a vontade do Pai.
        Para concluir, muitos acham que vão poder entrar no céu vivendo na mentira, na vaidade, na falta de compromisso com a Palavra de Deus. Jesus mesmo disse: Muitos me dirão “naquele dia”: Senhor, Senhor! Mas, que dia? O dia em que grandes e pequenos, crentes e ateus, ricos e pobres, brancos e de cor, enfim, o dia em que todos os homens terão que comparecer diante do justo e reto Juiz para prestar-lhe conta de seus atos. Uns vão estar à sua direita e outros à sua esquerda; hoje, enquanto mantemos em nossos pulmões o sopro da vida temos liberdade para seguir a Deus, ou seguir mamon; adorar a Deus fielmente da forma como Jesus disse que o Pai deseja ser adorado, ou dividir a sua glória com imagens; Mas, naquele dia, essa liberdade acaba. “Naquele dia atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel”. (Isaías 17:7).
         Portanto, querendo ou não; crendo ou não; aceitando ou não; “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus”. (Romanos 14:11). Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:22,23). Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (Mateus 25:41).
     “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”. (Romanos 1:21-32).
         “E a arrogância do homem será humilhada, e a sua altivez se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia. E todos os ídolos desaparecerão totalmente. Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fizeram para diante deles se prostrarem. E entrarão nas fendas das rochas, e nas cavernas das penhas, por causa do terror do Senhor, e da glória da sua majestade, quando ele se levantar para abalar terrivelmente a terra”. (Isaías 2:12-21)

       Jesus está voltando! E, todo o olho o verá. De que lado você vai estar?
      “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?”
(Lucas 6:46).


       "Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro”. (1João 4:6).

terça-feira, 24 de outubro de 2017

"Que pregues a Palavra, instes a Tempo e fora de Tempo."



         Trabalhei em uma empresa de Radiocomunicação que comandava várias estações de rádio em diversos estados e cidades dos EUA. Eu trabalhava em duas Rádios, no setor de Marketing, gerente de vendas e responsável pelo recolhimento dos pagamentos dos programadores das mesmas e, também, apresentadora de um programa evangélico em dois horários semanais, relações pública etc, e mesmo exercendo tantas atividades, não me omitia do dever de testemunhar do amor de Deus e da salvação redentora de Cristo aos locutores que apresentavam seus programas seculares. Eu tinha um bom relacionamento com todos.    
       Se quisermos abrir a boca para falar do amor de Deus é necessário demonstrar esse amor com a nossa própria vida através de atitudes e ações em favor dos que podem perguntar-nos a razão de nossa esperança. O mundo está “de olho em nós”.
         Certa ocasião, estava conversando com dois líderes de igrejas de língua portuguesa, que também faziam programas evangélicos naquelas emissoras. Pois bem, enquanto conversávamos, o nosso diretor executivo entrou na sala em que estávamos. Ele era de descendência judaica e como a maioria, não acreditava ser Jesus, o Messias esperado dos judeus. Manchetes de Jornais, religiosos e historiadores falavam da discórdia entre Israel e palestinos, da construção do novo templo, da vinda do Messias e como o assunto estava em evidência, comecei a falar com ele sobre Jesus, o prometido de Deus ao seu povo, que veio anunciando: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”.  (Marcos 1:15b).      Assim que ele entrou, eu disse: Que bom que o senhor apareceu aqui! Seja bem-vindo! E me dirigi aos pastores: vou aproveitar a presença de vocês, porque acho que o inglês de vocês é bem melhor do que o meu e posso precisar de alguma ajuda para o assunto que vou abordar com o nosso diretor. Estávamos todos falando em inglês, mas, quando eu solicitei a ajuda de ambos, indelicadamente, eles deixaram o idioma local e começaram a me censurar em português dizendo que não era o momento certo para falar de tal assunto com um judeu e que eu até poderia ofendê-lo. Imediatamente, se despediram, dizendo estar atrasados para seus compromissos eclesiásticos e familiares. Então, o diretor vendo meu constrangimento diante da reação dos colegas pastores, disse-me: Não se preocupe o seu inglês é bom e eu a entendo muito bem. Pode falar. Então, eu lhe disse que estava orando para que o Espirito Santo de Deus lhe esclarecesse a verdade e que seus olhos espirituais fossem abertos para  enxergar que, o Cristo do qual a Bíblia se refere, e que foi e continua sendo rejeitado pelos judeus, o Jesus que foi morto em uma cruz, é o Messias prometido que veio para libertar Israel, não da opressão política de sua época, mas da opressão do pecado, pois ele veio para a libertação e salvação, não somente da Nação de Israel, mas, de todas as nações do mundo. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". (João 3:16). E, que o messias que os judeus ainda esperam, está inserido no lamento de Jesus quando disse:” Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis". (João 5:43). O messias que os judeus estão esperando virá em seu próprio nome e enganará a muitos e se sentará no lugar de Deus e vai querer ser adorado como Deus, mas, ele não é o Messias, Filho de Deus e sim o anticristo, o falso profeta, a antiga serpente, enganador, o qual enganará aos que rejeitaram o verdadeiro Messias e enganaria, “se possível até os escolhidos”. E, ele me disse: obrigado pela sua atenção e carinho em se preocupar assim por mim, continue orando, pois, vou examinar sobre esse assunto e se o Espírito Santo me falar, eu vou estar atento a sua voz. Confesso que fiquei surpresa com a reação dele; e, as suas sábias expressões, me comoveram. Achei que aquele judeu fosse se comportar como a maioria dos descendentes de Israel que não aceitam que os cristãos ousem falar-lhes de Jesus. 
          Mas, hoje, quando me lembro desse fato, da reação daquele respeitável bem sucedido homem de Israel, me certifico da importância da oração em favor daqueles que desejamos evangelizar. Sinto-me envergonhada da atitude daqueles pastores que, covardemente, não quiseram participar do meu interesse de falar de Jesus ao chefe daquela empresa, dizendo que não era ocasião para o fazer. Que tipo de constrangimento os impedia, eu não sei. O que sei foi que aprendi com os conselhos do Apóstolo Paulo em sua carta a 2Timóteo 4:2, dizendo que ele deveria pregar a palavra a tempo e fora de tempo. “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”. Aprendi que não podemos perder as oportunidades que o Senhor nos dá, deixando de falar do amor e compaixão de Deus por nós, pecadores.
        E, por falar em oportunidades perdidas, o Espírito Santo tem me falado, para discorrer sobre um tema que está me incomodando e que tem despertado a sociedade ao repúdio e revolta. E muitas vozes de líderes religiosos, católicos e evangélicos têm se levantado para expor seu protesto e indignação contra as atrocidades que estão sendo expostas em nome da arte e da cultura, as quais ferem os princípios morais, tradicionais e religiosos do povo brasileiro. O Brasil tem, sim, que se opor a esse lixo que, em nome da cultura, vem sendo despejados na sociedade brasileira. E, nós, chamados pelo Senhor Jesus como seus atalaias, precisamos abrir a nossa boca para que o Espírito Santo de Deus fale através de nós, combatendo contra as astúcias satânicas que vem com muita fúria, arquitetando seu nefasto plano para destruir a religião, a família, aos pais na criação e educação de seus filhos. Mas, o que me deixou chocada, foi a atitude de alguns políticos em relação a defesa dos símbolos religiosos... Aquele que teme o Senhor, obedece ao seu chamado, tem compromisso com a Palavra e não teme uma multidão enfurecida, jamais vai se acovardar de dizer a verdade, jamais vai defender o indefensável, jamais vai negociar sua honra por interesses próprios, sejam eles de que nível forem. “Porque também Cristo não agradou a si mesmo”, (Romanos 15:3). Mas, este tema fica para uma próxima postagem. E, como o Apóstolo Paulo, eu me dirijo aos leitores de oração: “E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;” (Romanos 15:30). Pois, as postagens que são publicadas neste "blogger" são regadas com lágrimas e orações. E o tema referido, o qual estou discorrendo, já me causou grandes lutas, pois, o assunto abordado meche com a “sinagoga de satanás”.
       “Guardas o que tens para que ninguém tire a tua coroa”.  

“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apocalipse 3:5).

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

NÃO TENHO NADA COM SUA VIDA, IRMÃO.




         Numa manhã de domingo, o pastor da igreja assumiu o púlpito e começou a ministrar a palavra. Discorria sobre relacionamentos, e em certa altura da sua pregação, ele, disse: Irmão, eu não tenho nada com a sua vida.




        À primeira família instituída por Deus, foi-lhe ofertada o privilégio de crescer, multiplicar, encher a terra e exercer o domínio sobre a criação. Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gênesis 1:28).
Tudo corria na mais perfeita harmonia para o primeiro e jovem casal que dividia a convivência conjugal no mais belo lugar, jamais imaginado. Um jardim com toda espécie de flores multicores, árvores frutíferas; campos verdejantes com animais domésticos; rios e lagos com toda espécie de peixes; tudo, especialmente preparado para eles, e, à disposição deles. “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi. (Gênesis 1:29,30). Mas, um dia lhes foi tirada toda aquela riqueza de vida, consequência do pecado da desobediência. “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.(Gênesis 3:1-6). E assim se deu a queda do homem. 
         A mulher foi seduzida por satanás e suas falsas promessas diziam que aquele fruto proibido lhe levaria ao patamar do conhecimento e da ciência de Deus e após os seus mistérios revelados, ela se tornaria semelhante ao seu Criador. E, tarde demais, ela e seu marido que, também, comeu do fruto, descobriram com tardio arrependimento que a sua rebeldia contra a ordem de Deus era o amargo sabor da morte; Satanás, os havia engando com suas mentiras.  
        A solução para ambos, agora, seria esconder-se de Deus. “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu e eu comi  E disse a mulher: por que fizeste isto? E disse a mulher: a serpente me enganou, e eu comi.(Gênesis 3:8-13). 
         “E a Adão disse: Porquanto, deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3:17-19).
        Fora do lar original, não havia comida a sua disposição e eles tiveram de prover seu próprio sustento e, a mais terrível consequência do seu pecado: conviver distante do Criador. Mas, o casal deveria continuar a sua jornada com a missão de povoar a terra e viver para a glória de Deus. Este foi o propósito de Deus ao criar o homem. “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz.” (Isaías 43:7).  Apesar  de ter a mulher ignorado o limite que Deus havia traçado para ela e seu marido, apesar de ter que arcar com a consequência do seu pecado, Deus não os deixou à deriva. Deus havia, com o primeiro casal, instituído a família. “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. (Gênesis 2:18, 24).  
        O casal teve muitos filhos, mas os dois primeiros que nasceram daquela geração, se destacaram na história da criação, por isto, vamos observar a vida desses irmãos em suas atitudes. Um deles, por nome Abel e o outro, Caim. Diz a Bíblia que Abel pastoreava ovelhas  e o outro, Caim, se tornou lavrador da terra. Seus pais, expulsos do Jardim o qual viviam antes da queda,  não puderam proporcionar aos filhos o conforto que lhes fora oferecido pelo Criador e eles, por causa do pecado dos pais, trabalhavam, derramando o suor do seu rosto a fim de prover o pão de cada dia, ou seja o sustento cotidiano para a preservação de suas vidas. Certamente, ambos tinham o amor e seguiam o exemplo dos pais, e estes os ensinavam a importância de obedecer e servir a Deus. E, ambos desejaram agradar o Senhor, oferecendo-lhe uma oferta. Segundo o capítulo quatro de Gênesis, Caim tomou a iniciativa de oferecer uma dádiva ao Senhor. “E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. (Gênesis 4:3) O irmão mais moço, seguindo o exemplo do mais velho, fez o mesmo. “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; (Gênesis 4:4).
         Que fantástico, a ação daqueles adoradores! O Senhor Deus estava sendo honrado e adorado por seus filhos. O elo de comunhão que havia se rompido com o Criador por causa do pecado de seus pais, não os impediam de prestar-lhe culto. E, assim, o fizeram. Porém, Caim se irritou com seu irmão Abel. Diz a Bíblia que ele ficou afligido e encolerizado. “E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.”  Caim não gostou de compartilhar com seu irmão Abel aquele ato de amor, de gratidão, de adoração, de culto ao Criador.
        Por que? A Bíblia diz que o Senhor agradou e aceitou a oferta de Abel, porém, rejeitou a oferta de Caim. “E atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou”. Mas, será por que o Senhor teve aquela reação, isto é, dar importância a oferta de Abel e desprezar a de Caim? Parece estranho. Como poderia Deus rejeitar uma oferta de um dos seus adoradores?
          A Bíblia diz que o Senhor sonda o mais profundo do nosso interior. Através do profeta Jeremias, Ele, diz: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”(Jr. 17:10). Deus não se impressiona com aparência, com eloquência, com títulos, ou seja lá o que for que o homem se esforce para exibir ou atrair. Tem gente por aí que diz que faz tudo para chamar a atenção de Deus. Sobe em árvore, o mais alto que pode; outros plantam bananeiras, sai correndo. Certa ocasião, uma pastora estava pregando, e em seguida largou o púlpito, balançou freneticamente a cabeça, saiu puxando as irmãs da igreja e, uma segurando na cintura da outra, começaram a correr enfileiradas pelas as alas do templo. E que poderia ter sido um culto de adoração, se tornou em distração e diversão. Foi assim que pensaram estar chamando a atenção de Deus. E, é o que está acontecendo por aí. O povo de Israel tinha promessas de Deus que ao serem restaurados do cativeiro, suas lagrimas se transformariam em alegrias,  seus sofrimentos acabariam em festas e danças. Mas, quando se reuniam no templo, quando iam para a adoração, era com decência e ordem. A presença de Deus nos alegra, mas, nos faz cair como morto, como João; a sua santidade nos envolve, mas, nos faz reconhecer a nossa condição de pecador e como Isaías, dizer: Ai de mim; sua glória nos eleva, mas nos perder as forças, como Daniel; sua luz nos ilumina, mas nos faz cair por terra como Paulo; a terra treme e os montes se derretem na presença do Senhor, diz o salmista. 
          Então, se quisermos atrair a atenção de Deus, é com corações contritos e quebrantados, Ele não despreza. É indo ao seu encontro com arrependimento, Ele não lança fora.  É com silêncio, cale-se diante dele. É com reverencia, guarda o teu pé quando entrares na casa de Deus. O Senhor nos retribui, segundo as nossas ações.
          Saul, primeiro rei de Israel, já não mais contava com a aprovação do Senhor, justamente por sua arrogância de achar que, por ser rei, poderia sair fora dos limites que Deus havia traçado para ele como rei. “Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou. (1 Samuel 13:13,14). Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender, melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Samuel 15:22,23).
           Então, quando a gente ver as igrejas evangélicas aceitando todo tipo de atração, musicas, eventos inspirados nos moldes mundanos, não há dúvida, segundo a Palavra, que o Senhor vê esse  tipo de adoração como a oferta de Caim, o irmão irado e assassino. E Deus rejeita e vê esses ajuntamentos e manifestações em seu louvor como atos abomináveis e barulhos em seus ouvidos. Veja o que está acontecendo no meio evangélico, nos vídeos do Youtube, e se você é verdadeiramente salvo e tiver compaixão pelos perdidos, terá motivo para chorar e clamar a misericórdia do Senhor por um avivamento no meio evangélico. Pois o que está acontecendo com a igreja que se reúne em nome de Cristo, é estarrecedor. Satanás tem cegado o entendimento da liderança e o mundo invadiu com força as igrejas. Já não dá para saber a diferença do louvor profano daqueles que glorificam as trevas e dos que dizem estar glorificando a Deus. Com certeza, são poucos os que se salvam, observou Jesus. Muitos que sobem os palcos de shows com gritarias e muito barulho, muitos dos que pregam e operam sinais e maravilhas em nome de Jesus e multidões os seguem, dirão no último dia: “Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: não sei de onde vós sois;  então começareis a dizer: temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.” (Lucas 13:25-28).
            Ao observar a ira de Caim contra seu irmão, Deus o questiona: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
          O Senhor sabia da intenção de Caim contra seu irmão e o porquê da sua ira. E, por sua graça e misericórdia, foi ao encontro de Caim exortando-o, procurando conduzi-lo a uma reflexão do seu pecado. “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?”. Mas, Caim ao invés de refletir sobre a sua conduta maligna, procurando  uma forma de aplacar a sua ira contra Abel, seu irmão, ignorou os conselhos do Senhor Deus e arquiteto seu maquiavélico plano para atrair o seu irmão e mata-lo. “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou”.
        Deus não aceitou a oferta de Caim porque ela não expressou a mais sincera atitude do verdadeiro adorador. “ Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.”(Hebreus 11:4)
        Após matar Abel, Caim continuou vivendo como se nada houvera acontecido. Existem muitas pessoas que maltratam seus irmãos, os desprezam, os ofendem com suas atitudes e agem como se nada tivesse acontecido. Sobem os púlpitos, pregam, cantam louvores, ofertam, participam da ceia do Senhor Jesus e pensam que Deus não os está observando. Jesus disse: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. ( Mat 5:23-25).
E o Senhor novamente vai ao encontro de Caim. “E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? (Gênesis 4:9). Caim, representa muitos de nós que ignoram a responsabilidade que temos diante de Deus por cada um de nossos irmãos, a começar pelos da nossa casa, nossa família. A Bíblia diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.” (1Tim. 5:8). E, esse cuidado não se limita somente aos de carne e sangue, mas, se estende aos nossos irmãos em Cristo, a família da qual Deus nos gerou em Cristo. O Apóstolo Paulo nos diz: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Romanos 12:10). Encontramos na Palavra centenas de textos que nos ensinam a importância da comunhão dos membros do Corpo de Cristo e o cuidado que devemos ter por cada um deles. “ Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.”  (1Corint 12:25-27). Paulo revela o seu amor pela igreja dizendo: “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;” (Col. 1:24).
           Deus perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?” E a resposta de Caim foi: não tenho nada a ver com a vida de Abel. Eu não sou cuidador, não sou babá, não sou responsável por Abel meu, irmão. Mas, Deus o confrontou com o seu pecado e, desesperado, Caim saiu perambulando pelo mundo afora Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra. (Gênesis 4:13,14).
Caim viu o peso do seu pecado, da sua ira, da sua omissão de não amar e zelar pela vida do irmão.
        O Senhor quer que nos importemos uns com os outros. Não  podemos, como membros do corpo de Cristo, dizer: irmão, eu não tenho nada com a sua vida! Temos, sim. Temos o dever de zelar pelo bem-estar dos nossos irmãos em Cristo. Quando ele estiver doente, meu dever é  visita-lo e assisti-lo em suas necessidades; se estiver triste, meu dever é abraça-lo e oferecer meu ombro amigo para ampará-lo; se alegre, e der uma festa, e se, claro! For convidado! Devo me alegrar com ele. Mas, independentemente de festas, ao ouvir seu testemunho de bênçãos recebidas, devo abraça-lo e parabeniza-lo pelo seu sucesso; se ele cair, ao invés de virar-lhe as costas, devo ajudá-lo a se levantar. O Apóstolo Tiago diz: “Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados”. (Tiago 5:20).  E, o Apóstolo João diz: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. (1 João 1:7). A Bíblia deixa explicito a importância de não ignorarmos uns aos outros. Então, como podemos dizer: Irmão, não tenho nada com a sua vida, quando o nosso Salvador nos diz: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”? (João 15:12).
           Sabe por que aquele pastor disse ao rebanho que Deus havia colocado em suas mãos: ‘Irmão, eu não tenho nada com a sua vida’? Porque ele se juntou ao time de muitos dos seus colegas que fazem o mesmo. Não estão preocupados em preparar a Igreja para habitar nas moradas eternas as quais Jesus prometeu, dizendo: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”; porque esses pastores não têm amor pelo rebanho, pois, não querem dar-se ao trabalho de conhecer o estado de suas ovelhas; porque eles próprios ainda não se converteram verdadeiramente e não conhecem o Deus que deu a sua vida pelo rebanho, pois a Bíblia diz que, “quem não ama, não conhece a Deus”; Por isto, dizendo de púlpito: irmão, eu não tenho nada com a sua vida, as ovelhas estão livres para andar por aí, “leves e soltas”! Sai da igreja e vão para as baladas da vida e essas baladas significam participar de todas as iguarias que o diabo oferece, com direito a trazer para a igreja e dividi-las com os demais irmãos, quer gostem eles, ou não, pois, o seu pastor diz: ‘eu não tenho nada com a sua vida’. Então, eis aqui gozo e alegria, matam-se bois e degolam-se ovelhas, come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. (Isaías 22:13). Vão morrer, sim, em seus delitos e pecados. E suas almas vão perecer porque seu pastor não tinha nada com a sua vida.
              Pastor, algum dia você disse para alguma de suas ovelhas, essas pelas quais Jesus as comprou com a sua própria vida; e pelas quais Ele derramou a sua última gota de sangue, e as colocou nas suas mãos, dizendo: apascenta os meus cordeirinhos? Sim, você disse a alguma dessas ovelhas: eu não tenho nada com a sua vida?
          Jesus disse as suas ovelhas: Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hebbreus 13:17). Pastor, se você diz a sua ovelha: eu não tenho nada com sua vida! Então, como as ovelhas vão lhe obedecer, se você não as apascenta? Não as ensina a fugir do pecado, do  amor as coisas do mundo? Do envolvimento com o mundo? Muitas de suas igrejas podem ser qualquer centro de atração, menos um lugar de adoração.” Mas, se estivessem estado no meu conselho, então teriam feito o meu povo ouvir as minhas palavras, e o teriam feito voltar do seu mau caminho, e da maldade das suas ações.” (Jeremias 23:22). Sabe porque você diz: não tenho nada com a sua vida, irmão?
            Por que? Porque há muito tempo você deixou de olhar para cruz; há muito tempo se esqueceu que o seu Pastor Supremo deu a vida pelas suas ovelhas, inclusive, a sua!  E, lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas, cuida bem dos meus cordeirinhos, as que amamentam, tenha cuidado dobrado com elas, se necessário, carregue meus cordeirinhos no colo. É assim que Jesus recomendou-lhe os cuidados com suas ovelhas, seu rebanho.
          Caim, onde está o seu irmão? Pastor, onde está a sua ovelha? O que ela está fazendo? Aonde e com quem está andando? Jesus perguntou a Pedro: “Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21:16). E, sabe, meu caro pastor, você tem, sim, tudo a ver com a vida daquele irmão ou irmã que Deus colocou aos seus cuidados. Quando pessoas entrarem na igreja de Cristo, não sua, seu dever é cuidar bem delas. O Senhor Jesus diz que você prestará contas das almas dessas pessoas diante dele. Até mesmo aquelas que você expulsou da igreja, dizendo que elas não eram “bem-vindas” porque não entregavam o dizimo. É gratificante entregar nossos dízimos e ofertas. Mas, aqueles que adoram a Deus com esse ato de amor, não se importa de sentar-se ao lado de quem não o faz, pois, o amor de Cristo em sua vida genuinamente convertida, poderá influenciar o seu irmão a fazer o mesmo. E, em nenhuma parte das Escrituras está dizendo que a salvação das almas está condicionada a ordenança de dizimar. A salvação é pela graça, é um presente de Deus ao pecador. A condição para entrar no reino é o arrependimento. Jesus disse: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. ( Mateus 3:2). Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor. ( Atos 3:19). Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.( Lucas 3:8). O Apóstolo Paulo diz: “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos”. Se nossos irmãos tem essa fraqueza de não enxergar a importância de adorar a Deus com suas finanças, oremos por eles, mas não os repudiemos por isso. Além disso a Bíblia diz: Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. (Isaías 55:1). Quantos dos nossos irmãos estão vindo aos cultos pelo prazer de adorar e ouvir a Palavra, mas, estão desempregados, suas geladeiras e dispensas, vazias; contas atrasadas. Mas, você não se interessa em conhecer o estado dessas ovelhas. Imagine a dor desses irmãos ao ver que são escorraçados da comunhão por não poderem entregar dízimos e ofertas.
Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. (.Atos 20:28). Paulo aconselha Timóteo a seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. (1 Tm 6:11) 
    "Porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas".  Você ama o Senhor Jesus? Então, ame o seu irmão, assim o mundo saberá que você ama a Deus. E não se esqueça de que amor sem ação implica numa fé morta, afirma a Palavra através do Apóstolo Tiago. Quando Deus perguntou a Caim pelo seu irmão Abel, ele respondeu: não sei, sou eu guardador do meu irmão? Ele estava dizendo que a vida do seu irmão não lhe atribuía  valia alguma. Ele não tinha nenhuma responsabilidade de cuidar de Abel e muito menos lhe interessava por onde Abel andava. 
      Por que achamos que não somos responsáveis pelos nossos irmãos? Em vários textos encontramos Deus nos delegando responsabilidades em prol do nosso próximo.
Quando o Senhor perguntou a Caim pelo seu irmão, Ele estava chamando-o à responsabilidade de amar, zelar e cuidar do seu irmão. É cômodo para nós, ignorar nossos irmãos, pois, existem situações que incluem pessoas, e que, se necessário for, ao interferirmos nesta ou naquela situação, ela poderia nos tirar da nossa zona de conforto. Pois, só o fato de nos envolvermos com alguém, isso já exigir muito de nós. O que pode ocorrer se o meu semelhante precisar da minha atenção? Para socorrer alguém,  necessitamos de algo muito mais do que simplesmente dizer algumas palavras como Deus o abençoe, vai em paz; é preciso ação, é preciso compaixão, é preciso amor. Na sua primeira carta aos Coríntios o Apóstolo Paulo nos dá as diretrizes de como podemos servir a Deus, destacando o mais importante elemento da vida cristã, o amor.     (1 Coríntios 13:1-10. Tempo: ao envolvermos com alguém, necessitamos investir tempo. Tempo para lhe dar atenção; tempo para oração; tempo para aconselhamento, tempo para ouvir etc.  Assistência financeira: pode ser que o nosso irmão esteja desempregado, passando por dificuldade financeira e, se temos economias das quais podemos dispor,  devemos ajudá-lo. Pode ser que, assim que ele retornar ao emprego, nos devolva tudo o que lhe demos para as  suas necessidades, mas, pode ser que não queiramos o seu retorno; porque o investimento que fizemos em prol do nosso irmão está sendo acumulado nos tesouros dos céus, os quais Jesus referiu e nos aconselhou a ajuntá-los. Pode ser que tenhamos que atender ao telefone quando gostaríamos de não ser incomodados. Então, para que não sejamos importunados, a melhor atitude que podemos tomar, fora do padrão de um verdadeiro discípulo de Jesus, é dizer: Não tenho nada com a sua vida, irmão. E fingirmos que não está acontecendo nada com ele. Sou eu guardador do meu irmão?

        Que eu e você sejamos despertados para obedecer e servir melhor o nosso Senhor e Salvador, reconhecendo a nossa responsabilidade diante de Deus pela vida do nosso irmão, no amor de Cristo.

domingo, 7 de maio de 2017

“Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”. (Jeremias 31:19).


          

          Não é raro ouvirmos testemunhos de pessoas que viveram no lamaçal do pecado e após se converterem ou se convencerem de que a vida da qual estavam inseridas lhes causavam danos, mudaram. Graças a Deus por isto. Mas, o que causa certa estranheza é ouvir algumas dessas pessoas dizerem: "eu não tenho vergonha do meu passado". E, por isso percorrem “terras, rios e mares”, falando do seu passado, expondo seus atos pecaminosos como se os fatos de sua vida sem Deus pudessem ser alvo estratégico para atrair pecadores ao arrependimento; quando na verdade, o que atrai pecadores ao arrependimento é a cruz de Cristo. Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. (João 12:32).
          A morte de Cristo, o seu sangue derramado, o poder do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, são elementos indispensáveis para tocar o coração aqueles que são sensíveis a voz de Deus que os pode tirar do império das trevas e transporta-los para o reino do Filho do seu amor.
    Certa ocasião, fui convidada para um evento no qual o principal destaque era o testemunho de uma linda moça que percorria o mundo, desfilando nas passarelas da moda. Nesse evento, ela ia falar de sua conversão e, portanto, na data específica, os portões do ginásio foram abertos; as cadeiras e os acentos de concreto se transformaram num grande auditório, repletos de pessoas desejosas de ouvir mais um testemunho de alguém que Deus havia tirado do império das trevas e transportado para o reino do Filho do seu amor. 
      Como de praxe, o evento começou com cânticos leitura da palavra, oração etc., e finalmente, entre aplausos e assovios, à ex Top Model foi entregue o microfone. Enquanto ela falava, era exposto num telão fotos dos famosos desfiles de moda que fizera nas grandes metrópoles internacionais. Também fazia parte da exposição, fotos da sua nudez. E, à medida que elas eram exibidas no Datashow, gritos e assovios impediam que sua voz fosse ouvida. Bem perto de onde eu estava, um homem gritava: “hei, gostosa, se prepara que vou te pegar! ”; ele dizia, também, outros gracejos os quais não são lícitos repeti-los.
      Supostamente, estávamos reunidos naquele lugar, com o objetivo de glorificar o Nome do Senhor Jesus, e segundo os organizadores, a meta era ganhar almas para Cristo. Mas, infelizmente, do jeito que estava sendo conduzido os atos daquele culto, não parecia ser a forma ideal para colher frutos dignos de arrependimento.
       No segundo dia, tive oportunidade de estar com a pregadora e seu marido que estava agendado para dar o seu testemunho, ele também havia pertencido ao mundo da fama. Leve-os ao hotel e preocupada com o que presenciei no primeiro dia do seu testemunho, com muito amor, expondo as Escrituras, lhe falei da importância de deixar que o Espírito Santo fosse condutor do seu testemunho e não a sua fama ou a beleza das suas curvas exibidas nas fotos. Soberba e arrogantemente ela disse que estava debaixo da cobertura dos seus pastores que oravam por ela e que a pastora, sua discipuladora a aconselhara a usar suas fotos como forma de atrair os mais jovens para Jesus. Ela, então, afirmou: “Não tenho vergonha do meu passado”.
       O que mais poderíamos fazer por aquela linda e querida irmã que, em tão pouco tempo de vida cristã, achava-se apta para pregar? Ao invés de estar em uma sala de discipulado de sua congregação aprendendo, à luz da Palavra, os ensinos de Jesus, e, como seus apóstolos, que tiverem três anos de ensino intensivo aos pés do Mestre, ela deveria estar aprendendo a forma mais eficaz de atrair pecadores para Jesus. Porém, segundo afirmou, sob orientação de seus líderes, ela estava à frente de multidões levando o “seu” evangelho, do “seu” jeito, e como diz a Bíblia, “publicando seus pecados sem se disfarçar”, afirmando: Não tenho vergonha do meu passado.
      Mas, quando leio o meu precioso livro, a Bíblia Sagrada encontro o profeta Jeremias lamentando o seu passado de pecados, com as seguintes expressões: “Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”. (Jeremias 31:19).
      O profeta Isaias teve uma visão da glória de Deus na qual ele viu a grandeza da sua majestade e da sua santidade; Isaias viu a magnificência do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele viu o Cristo glorificado. (Confira em João 12:41).
Naquela visão, Isaias pode também observar o respeito temente dos querubins diante da presença do nosso Senhor. Os anjos, com suas asas cobriam seus rostos e seus pés em sinal de reverência ao santo Deus o qual serviam. Diante de extraordinário   espetáculo glorioso, o profeta, olhando para si mesmo e para o seu povo, viu a sua insignificância e a primeira reação dele foi dizer: “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos”.
      Isaias recebeu o socorro do seu clamor. Seu coração temente a Deus, foi purificado; e sua vida, transformada. Ele diz: “Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado”. (Isaias 6:5-7). Quando ele foi purificado do seu pecado, ele pode ouvir a voz do Senhor perguntando: “ A quem enviarei, e quem há de ir por nós? ”  E, o profeta, responde: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.
         Lendo o sexto capítulo do livro de Isaias, descobrimos que o Senhor o enviou com a missão de pregar a um povo que não lhe daria ouvidos, não daria atenção a sua pregação; o povo ia ouvir, mas não ia entender; ia ver, mas não ia perceber o que estava acontecendo. Seus corações iam estar cheios das palavras de Isaias; e eles até poderiam plaudir a sua mensagem, mas, nada ia mudar em suas vidas. Eles estavam pesados de iniquidade. Eles viviam num contexto social em que tudo era normal. E, se alguém observasse atitudes, comportamentos fora das diretrizes dos mandamentos os quais regiam aquela nação, e que, portanto, deveriam ser obedecidos, vozes se levantavam para dizer: nada a ver! Estamos em outros tempos! As coisas mudaram! A nação de Israel absorvia as práticas e o modo de vida dos povos das nações que lhes cercavam e que, obviamente, desprezavam o seu Deus. Os deuses deles, o costume deles, a moda deles, o linguajar deles, enfim, a cultura desses povos era referência para o povo de Deus. Os filhos e filhas de Israel não tinham necessidade e muito menos vontade de fazerem mudança em suas vidas. A rebeldia daquele povo contra a palavra de Deus era tão obstinada, tão contumaz, que lhe toldava o entendimento para perceber o quanto seu estado de degradação moral e espiritual o afastava da santidade de Deus. 
         Isaias viu, a situação drástica na qual vivia, e pasmo, exclamou: “Ai de mim! Pois estou perdido”.  Isaias foi enviado com a responsabilidade de pregar a um povo que ia ignorar a sua mensagem.
       Nenhum pregador, nenhum evangelista tem prazer de levar uma mensagem a quem não tem interesse de ouvir. Ficamos felizes quando pregamos e vemos pessoas se arrependendo, entregando suas vidas a Cristo; e louvamos a Deus quando suas vidas são visivelmente transformadas. Algumas vezes, tive o privilégio de falar da importância de vivermos em santidade e, como filhos de Deus, sermos referências para os que andam sem a luz de Cristo. E, como é bom quando as pessoas vêm ao nosso encontro dizendo: Jesus mudou a minha vida.
       Mas, isso não ia acontecer com aqueles a quem Isaias ia pregar. Por que? Porque seus corações estavam cauterizados e não havia sensibilidade para aceitar a correção de Deus.
       Jesus encontrou situação parecida em sua geração. O escritor, Apóstolo João, escrevendo sobre a trajetória de Jesus, falando do seu ministério em Israel, diz: “E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?    Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: “Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure”.(João 12:27-30).
       Isaias teve o desejo de saber por quanto tempo ele ia estar pregando a um povo que deveria ignorar a sua mensagem. “Então disse eu: Até quando Senhor? E respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada. E o Senhor afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo”. A medida que o profeta percorria as cidades de Israel levando a mensagem do Senhor, ele pode observar o descaso do povo quanto a ética, a moral, a honra.  "Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva (Isaias 1:23). 
           Isaias, disse: “O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos. (Isaías 3:9).  
         Quando somos confrontados com o nosso pecado, ele é sempre uma vergonha para nós. Tudo o que fazemos fora do padrão de Deus, a quem amamos e servimos, faz muito mal a nossa alma. Por isso o profeta exclama: “Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos”.  
        O profeta Jeremias, no capítulo vinte e cinco do seu livro, também, expõe o estado espiritual dos reinos de Israel e Judá.  Deitemo-nos em nossa vergonha; e cubra-nos a nossa confusão, porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do Senhor nosso Deus. (Jeremias 3:25);  Esdras, envergonhado pelo seu pecado e do seu povo, nem ousava levantar a sua face para orar e, somente, dizia: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. (Esdras 9:6)
        O mal de muitos líderes é o de transformar convertidos famosos em astros e estrelas de púlpitos, ao invés de leva-los ao ensino da Palavra até que seja forjado neles, o caráter de Cristo.
       Uma genuína conversão, nos leva ao arrependimento; e o arrependimento nos leva a ter vergonha do nosso passado. O profeta Ezequiel faz saber a nação de Israel que o pecado dela era tão vergonhoso que até as filhas dos filisteus se envergonhavam do caminho depravado dela; mas, Israel não se envergonhava. Isaias diz que, diante da majestade de Deus, até a sua criação se envergonhará dele. ” E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente”. (Isaías 24:23). Imagine, nós pecadores, se, convertidos e arrependidos, não nos envergonharíamos do nosso passado pecaminoso diante da santidade de Deus? Como pode alguém dizer que não se envergonha do seu passado, se o seu passado foi abominável aos olhos de Deus!       
          Temos motivo para nos envergonhar do nosso pecado, pois, o pecado fere a santidade de Deus; o pecado é abominável aos olhos de Deus; Por isto, Ele diz aos seus filhos, lavados e purificados no sangue do Cordeiro: "Santo sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2b). E, o Apóstolo Pedro nos aconselha: Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. (1 Pedro 1:15). Eu tenho vergonha de muita coisa que contaminou a minha alma; E, lamentavelmente, foi a vergonha do meu pecado que levou o Filho de Deus à vergonha da cruz. Mas, é a cruz que me faz olhar para Cristo e ter a certeza de que o meu pecado foi perdoado e quando saio para pregar as boas novas de salvação, minha fonte de inspiração é a cruz de Cristo e, por mais atraente que se seja o meu passado pecaminoso, ele não será o foco da minha pregação. Somente a vergonha da cruz de Cristo me dá a dupla honra de dizer e cantar o hino de George Bernnard: .
“Rude cruz se erigiu! / Dela o dia fugiu, /Em sinal de vergonha e de dor! / Mas eu amo essa cruz, sobre a qual meu Jesus / Deu a vida por mim, pecador.
Sim eu amo a mensagem da cruz, / até morrer eu a vou proclamar. Levarei, eu também minha cruz, / até por uma coroa trocar.
Eu aqui, com Jesus, a vergonha da cruz /Quero sempre levar e sofrer ;/Ele vem me buscar, e com Ele, no lar, /Uma parte na glória hei de ter”.
        Por esta razão, a minha alegria é falar do grande amor de Deus; é falar da importância do arrependimento; é como o salmista, em gratidão ao que me salvou, dizer todos os dias: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia. Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”.  (Salmos 103:1-5,10-14).
          Aos que foram sensíveis à pregação do profeta Isaias,e se arrependeram do seu mal caminho, receberam a promessa de Deus. “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. (Isaías 61:7).
          O Apostolo Paulo dizia aos coríntios que ele não se envergonhava da autoridade que Cristo lhe havia dado para a edificação deles, não se envergonhava do evangelho de Jesus Cristo. Escrevendo a sua segunda carta a Timóteo, diz que não se envergonha de padecer pela causa de Cristo, por amor a Cristo. Também Paulo não se envergonhava de expor a Palavra na sua essência e diz a Timóteo: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2:15). Paulo tinha vergonha do pecado de omissão e dizia: Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa. (1 Coríntios 15:34).  Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. (Filipenses 1:20).
        O que não lhe envergonha? Seus pecados? E a cruz de Cristo? Tem vergonha de falar de Jesus a um colega de escola, faculdade, de trabalho? E não tem vergonha de fazer e agir como eles, mesmo que suas ações possam estar ofendendo a santidade de Deus?
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Parceria com os Infiéis sempre resultou em Tragédia

         Nesta reflexão vamos abordar um assunto não tanto agradável.  Gostamos de falar ou pensar em coisas que nos faz bem, nos transmite alegria, que nos faz esquecer as tribulações, o mal de cada dia.  Por isso que Jesus nos aconselha a não nos preocuparmos com nada. “Decerto o vosso Pai Celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. ( Mateus 6:34)
      Na carta aos filipenses, o Apóstolo Paulo aconselha: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). Então, o nosso pensamento deve ser em agradecimento ao Senhor que cuida de nós, que nos protege, nos sustenta, nos anima, nos fortalece, nos guia, nos conforta, nos consola. Enfim, sua presença em nós, nos dá todas as condições de seguir seus passos, olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé; lembrando sempre que somente através da nossa fé, em Jesus, é que podemos vencer o mundo.
      Mas, também, mesmo tendo alguém que nos cerca e cuida de nós, Jesus falou que neste mundo teríamos dias difíceis para enfrentar. Porém, nos deu a segurança de que Ele estaria conosco nos momentos adversos da nossa vida. Porque a nossa caminhada neste mundo não nos torna blindados de tragédia.
       Mas, o que é tragédia? Segundo os estudiosos, tragédia é uma palavra que tem sua origem na inspiração poética e tradição religiosa da Grécia Antiga, embora, dizem, não ter convicção nesta afirmativa. Porém, à literatura grega é atribuída a origem dessa palavra. Os festivais em honra aos deuses gregos eram acompanhados de grandes obras literárias, denominadas: tragédia  e no desfecho da composição literária, seus personagens principais, na maioria, encarnavam um final trágico. Os poetas gregos tinham o dever de entreter sua plateia, certificando que o teor de seus versos, citados ou cantados, resultasse em narrativas de terror, sofrimento, e até morte.  E isto era uma tragédia. A tragédia como obra poética literária não sobreviveu ao gosto das novas gerações de Atenas. Mas a força da palavra em seu sentido, permanece. Coloquialmente, quando se quer enfatizar situações de grande sofrimento e dor ao ser humano, diz-se que aconteceu uma tragédia grega.
      Uma tragédia pode atingir pessoas, individualmente, uma comunidade ou uma nação inteira.  Traduzindo de forma que possamos entender melhor, poderíamos dizer que, tragédia é o tributo pago por uma opção, uma má escolha, quer seja de ordem moral, espiritual, material etc.
       As tragédias podem suceder por desastres naturais devido a fenômenos geológicos, fenômenos climáticos, decorrentes de variações da natureza com furacões, terremotos tempestades, como ocorreu em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, no Chile, no Extremo Oriente da Rússia, no Oeste do Panamá etc.;  maremotos provocando tsunami como na Indonésia, em 2004, em que milhares de pessoas perderam suas vidas; outra tragédia de grande magnitude foi o maremoto que aconteceu em 2011, no Japão, provocando um tsunami que atingiu a usina nuclear de Fukushima,  causando vazamento de radiação, poluindo a atmosfera e a água do local. Esse acontecimento catastrófico, destruiu várias cidades na costa do Japão e resultou na morte de dezesseis mil pessoas e, por conta dessa tragédia, milhares de sobreviventes tiveram que ser transferidos para outras cidades. 
       Mas, tragédias podem, não somente ser resultado de manifestações da natureza, como também podem ser provocadas pela ação do homem. Podemos citar os ataques atômicos Norte Americanos contra o império do Japão, bombardeando as cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante os últimos meses de combates da segunda guerra mundial em agosto de 1945. As consequências daqueles atos tenebrosos sobre Hiroshima e Nagasaki, foram desastrosos. Milhares de pessoas morreram por queimaduras, envenenamento radioativo, e outras lesões. Mas, o poder aniquilador das bombas foi além do espaço habitacional daquelas cidades, afetando, também, a estrutura genética dos sobreviventes e seus descendentes.  Dos efeitos radiativos pela bomba de urânio a qual os americanos intitularam de “Little Boy”, lançada em Hiroshima e do plutônio da “Fat Boy”, lançada em Nagasaki, nasceram aos atingidos, descendentes mutilados, lesionados pelo efeito de radiação das bombas. Até hoje, 70 anos depois, crianças nascem com problemas genéticos, afirmam os historiadores.
         Também, como consequência de tragédia causada pela ação do homem, em 2001, mais de três mil pessoas  perderam suas vidas, em consequência dos ataques terroristas, nas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Yorque.
        E, difícil também é esquecer a tragédia causada por falha humana no comando da aeronave que conduzia o time chapecoense rumo a Colômbia para a disputa da Copa Sul-Americana de Futebol em novembro de 2016. A irresponsabilidade profissional daquele piloto em suas tomadas de decisões, segundo a imprensa, causou o acidente com a queda do avião, ceifando a sua própria vida e a de dezenas de jovens atletas do futebol, dirigentes, repórteres entre outros, causando tristeza, lagrimas e luto, não apenas ao povo de Chapecó, aos catarinenses, ao Brasil, mas, a comoção atingiu o mundo inteiro.
        A Bíblia registra tragédias que aconteceram com o povo de Israel por conta de parceria com infiéis.Mas, infiéis não são apenas aqueles que estão fora do contexto de filhos de Deus. O povo de Israel, nação escolhida, amada e protegida por Deus, se torna infiel em suas ações contra os preceitos de Deus. E, a Bíblia tem muitos textos que esclarecem como Deus vê o infiel, mas, vamos considerar alguns. O infiel é um traidor: “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam”. (Mateus 2:50) “virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis”. (Lucas 12:46)   “Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar”. (Salmo 41:9).
O infiel é um hipócrita: “E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim;” (Marcos 7:6) “Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?” (Mateus 22:18).
 O infiel é um rebelde: Isaias fala da infidelidade do povo e dos profetas de Israel. “Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda por caminho, que não é bom, após os seus pensamentos; ” (Isaias 65:2). “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas”. (Jeremias 2:13).
         Aos infiéis,  resulta-lhes a recompensa da tragédia. “E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote.  Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos”. (Juízes 3:7,8).  Oito anos de sofrimento nas mãos do inimigo por falta de fidelidade a Deus.
        Sansão, juiz de Israel, teve um fim trágico por suas más escolhas. Fez parceria com infiéis, casou-se com uma mulher de nação inimiga, a qual, durante a sua ausência, ele a perde para o seu amigo, porque seu sogro achou que ele não mais voltaria para casa, após seu primeiro desentendimento conjugal; enfurecido,com o sogro;  ele incendeia a plantação de trigo e oliva dos filisteus. Em contrapartida, por vingança, seus inimigos incendeia a casa do seu sogro e mata sua esposa com toda a família. Como “um abismo chama outro abismo”, Sansão se apaixona por Dalila, uma prostituta da terra dos filisteus. Seus inimigos, sem que ele soubesse, oferece dinheiro a Dalila para que ela descobrisse o segredo da força de Sansão. Então, por insistência dela para que lhe revelasse o segredo da sua força, apaixonado, ele abre o seu coração e revela todo o seu segredo. Fala do seu nascimento, seu voto de consagração ao Senhor e o que poderia tirar sua força e faze-lo como qualquer homem. Sabendo que seu segredo fora revelado, Dalila chama seus inimigos e o entrega a eles, completamente vencido. Ela o trai, enquanto lhe faz juras de amor. Ao perder sua força de guerreiro invencível, seus olhos são arrancados e, cego,     Sansão se tornou escárnio para os filisteus e seus últimos dias foram destinados à trabalha e entreter seus inimigos. Em honra ao deus Dagon, os filisteus deram uma festa e Sansão é chamado e apresentado como troféu de suas conquistas. Eles zombam e riem dele.    
Que triste fim, que tragédia para um homem que Deus havia escolhido desde o ventre de sua mãe e separado para servi-lo!
     Deus fez um pacto com Israel. Porém, vários reis de Israel como: Acabe, Jeroboão, Acaz, Manassés, Amon e muitos outros reis, entristeceram o coração de Deus e fizeram a nação pecar e se afastar de Deus. E o testemunho descrito na biografia desses homens é: “E fez o que era mau aos olhos do Senhor; e andou nos caminhos de seu pai, e no seu pecado com que seu pai fizera pecar a Israel”.“Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa do Senhor, que ele tinha santificado em Jerusalém. E o Senhor Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do Senhor tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve. (2 Crônicas 36:14,16). E por isto, foram levados ao cativeiro. Que Tragédia para o povo de Israel!
       Assim tem acontecido com jovens, homens e mulheres do povo de Deus, em nossos dias. Muitos de nós, povo de Deus, por ignorância, imaturidade, ou rebeldia, temos feito parceria com infiéis, casando-se com eles. E por isto, dificilmente uma pessoa que serve a Deus e, por desobediência se casa com um cônjuge que não o serve, vai testemunhar que seu lar é “um pedacinho do céu”. Por que? Porque a luz não pode ter comunhão com as trevas. Treva não suporta luz!
      Você chega do culto transbordando do Espirito Santo e vai compartilhar com seu marido ou sua esposa as maravilhas do amor de Deus, eles ignoram, desprezam, rejeitam! Sabe por que? Porque trevas não entendem nada da luz!  
        Enfim, jovem, se você ama a Deus, se quer servir a Jesus, se quer evitar sofrimentos futuros, se quer paz em seu lar, se quer ser exemplo para os filhos que virão, se quer evitar muitas lágrimas, se deseja que seu lar seja “Lar, doce Lar”, não faça parceria com as trevas. Não se una a um infiel, mesmo sendo ele ou ela membro de sua igreja.   Você sabe do que estou falando, não sabe?
        Se alguém não tem temor ao Deus que o criou e nem interesse em conhece-lo e segui-lo; se alguém ignora o amor do Deus que deu a sua vida para resgatá-lo da condenação eterna; se alguém ama o mundo ao ponto de ignorar quem fez o mundo, fuja dele ou dela.  Por que? Porque parceria com infiéis sempre resultou em tragédia. Você não quer isso para sua vida. Quer?
      Mas, se você se encontra em situação de tragédia por suas más escolhas e o sofrimento tem abatido a sua alma, lembre-se que você não está só. O Bom Pastor caminha com você. O salmista nos anima com a certeza de que “Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum porque ele está comigo”. O povo de Israel quebrou a sua aliança com Deus e sofreu as consequências dos seus pecados, mas, Deus não os abandonou totalmente. Em suas promessas Deus diz que vai salvar Israel e mudar a sua sorte. E o fez mandando Jesus para restaurar não somente a sorte de Israel, mas, também a nossa sorte. “ O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.” (Isaias 9:2).
“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29:11).



“E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.